Ao contrário do que diz a revista, não há problema algum em fazer o usuário do iPhone rodar serviços em modo root, assegura ele.
“Escrevendo para a [revista] Wired, Kim Zetter publicou artigo que tenta retratar o iPhone como tendo um nível de segurança tão ruim quanto o do Windows 95 devido a um erro fundamental cometido pela Apple em seu projeto. Felizmente, Zetter está errada. Eis o porquê”, escreve Daniel Eran Dilger em artigo publicado no RoughlyDrafted.
Segundo ele, o artigo de Zetter gira em torno da idéia de que, uma vez que o iPhone roda todas as suas aplicações internas na mesma conta de usuário root, o usuário corre risco. “E isso é muito ruim? É no Windows, pelo menos de acordo com título do artigo de Zetter”.
“Zetter claramente não entende o assunto que apresenta e não deveria ter escrito sobre ele sem primeiro submeter uma cópia a alguém com credenciais em segurança. Ela deveria também ter falado com mais de apenas uma fonte; neste caso, foi Dan Geer, que parece ser apenas um especialista em ser especialista”, diz Dilger.
Dilger desafia a revista Wired a fazer com que Zetter reescreva o artigo após entrevistar mais de uma fonte. “Talvez isso resulte em um artigo mais equilibrado e bem informado, ao invés de uma simples regurgitação do recado que um único indivíduo passou a ela como fato”.
“Toda a premissa do artigo de Zetter é falha; rodar serviços como root não faz diferença para o usuário e não o expõe a nenhum mal em potencial. A Apple, por sua vez, tem sido rápida em lançar correções para as vulnerabilidades encontradas. Ocasionalmente, elas foram encontradas em grande parte porque o iPhone utiliza muito código já escrutinado e maduro. O Windows não; é um buraco negro de software proprietário tão aberto quanto uma Caixa de Pandora. Eis porquê o Windows — e não apenas o Windows 95 — certamente não rivaliza com o iPhone em segurança, seja hipoteticamente, seja praticamente”.
Mais detalhes no artigo completo de Dilger.
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Kim Zetter: eis aí mais alguém tendo seu momento John Dvorak.
Para quem ainda não sabe quem é esse ilustre cidadão e não conhece sua admissão de culpa ao dizer que escreve artigos intencionalmente provocativos à comunidade de usuários de Mac, segue abaixo vídeo de sua confissão e a transcrição dele (tradução livre, original em inglês segue mais abaixo). Assista-o, leia a transcrição, leia o artigo original de Zetter e veja se não foi exatamente isso o que ela fez.
Agora que cada um tire suas próprias conclusões.
Original em inglês:
Ele não admitiu culpa nenhuma, disse que faz isso intencionalmente pra provocar a galera viciada do mac, “sua admissão de culpa ” isso é distorcer o fato.
Interessante sua interpretação de “não admissão de culpa”. Você é o único que acha isso. Se lesse a repercussão que o episódio teve lá fora, não teria dito o que disse.
Dizer que ele admitiu que provoca os usuários de Mac e dizer que admite sua culpa nisso dá rigorosamente na mesma.