Desempenho das vendas de mídia do iTunes não batem com previsão de colapso feita pela firma de pesquisa, critica colunista.
“A [firma de pesquisa de mercado] Forrester Research parece trabalhar duro para promover a morte do serviço iTunes. Curiosamente, quando melhor o iTunes se sai, mais os pesquisadores da Forrester remoem esse alarmismo. Comparando os relatórios cada vez mais parciais sobre a queda do iTunes com os números reais das vendas no serviço, tem-se um interessante vislumbre da natureza da reportagem sensacionalista mascarada de pesquisa e análise independentes”, critica Daniel Eran Dilger em artigo publicado no RoughlyDrafted.
Após uma longa e detalhada análise — na qual começa lembrando prognóstico semelhante publicado há um ano pela firma de pesquisa e nunca confirmado — em que desmonta os argumentos de James McQuivey, autor do relatório para a Forrester Research, Dilger conclui: “Sabemos que a Apple está liderando o download de mídia porque temos os números reais de vendas. Também sabemos que a Forrester Research não é paga pela Apple para maquiar seus relatórios. Isso sugere uma conexão entre a quantidade de retórica anti-iTunes divulgada pela Forrester e sua credibilidade como firma de pesquisa”.
Dilger explica em detalhes porquê acusa a Forrester Research de sensacionalismo em seu artigo completo.
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A tônica do argumento de McQuinvey, da Forrester Research, é o fim do fornecimento para a Apple de conteúdo da rede NBC. Parece que, para McQuinvey, isso significa o fim do iTunes. O detalhe é que, saindo do iTunes, a NBC tem mais a perder do que a Apple — a Apple deixa de faturar cerca de US$ 20 milhões, enquanto a NBC, US$ 50 milhões —, mas na verdade uma precisa muito da outra, por isso um novo acordo entre as partes pode levar algum tempo.
Enquanto isso, a NBC pode continuar o quanto quiser a costurar parcerias de distribuição de conteúdo (cheio de propaganda) em provedores baseados exclusivamente no Windows, ao passo que a Apple pode continuar despejando no mercado a cada trimestre dezenas de milhões de iPods reprodutores de vídeo, iPhones, Macs portáteis e cópias do software iTunes. Em teoria, conteúdo da NBC baixado ilegalmente por aí pode ser reproduzido sem problemas em iPods, iPhones e Macs, ao contrário da versão anti-iTunes da NBC em provedores exclusivamente Windows. Quando (ou se) a NBC se der conta disso, talvez volte para o iTunes com o rabinho entre as pernas.