Perfeccionismo de Steve Jobs não impediu que, antes mesmo do lançamento, imperfeições fossem notadas no novo iPhone, na opinião do autor.
“O novo iPhone da Apple promete 100 gramas de assombro. Ele fará tudo que o iPhone faz bem — navegar na Internet, servir música e filmes e permitir acessar suas mensagens de voicemail com um toque do dedo —, só que mais rápido e mais barato”, diz Brian Caulfield em artigo publicado no site da revista Forbes.
Todavia, observa Caulfield, o perfeccionismo de Steve Jobs, diretor-presidente da Apple, não impediu que imperfeições fossem notadas. “Mesmo antes do lançamento [do iPhone 3G], nota-se alguns problemas triviais — alguns pequenos, outros grandes — que fazem do iPhone um mero gadget como qualquer outro”.
Caulfield relaciona sete quesitos tidos por ele como desapontamentos no iPhone 3G, conforme segue:
- Custo — com preços a partir de US$ 199, o iPhone 3G “custará mais US$ 160 ao longo dos dois anos de contrato em relação ao iPhone original, pois a AT&T está cobrando mais caro pelo plano de assinatura mensal para judar a subsidiar o preço à vista do aparelho”;
- Sem Flash — “O iPhone é um navegador de Internet surpreendentemente capaz. Sua tela ampla de alta resolução e a capacidade de surfar na web tocando em links com a ponta dos dedos transformou a navegação online de algo maçante em um prazer. O maior problema: o iPhone ainda não dá suporte à tecnologia Flash, da Adobe, o que significa que muitos sites ricos em multimídia estão fora do limite do aparelho. Apesar de a Adobe estar trabalhando duro para tornar sua tecnologia compatível com o iPhone, não prenda sua respiração”;
- Bateria não é substituível pelo usuário — “Pessoas que fazem uso pesado de aparelhos desse tipo em movimento não têm tempo de parar para recarregar seus celulares. Por isso, levam consigo baterias sobressalentes (…). Não há meio fácil de abrir o gabinete do iPhone para trocar a bateria, o que é uma frustração para os blogueiros. Apesar de haver kits para quem gosta de fazer as coisas por si mesmo, não recomendamos fazê-lo em meio a um lanche”;
- Gravação de vídeo — “Os computadores da Apple vêm com o iMovie instalado, um programa que faz da edição de vídeo algo fácil e divertido. À exceção do iPod shuffle, os iPods evoluíram para ágeis maquinhas de exibição de vídeo. Mas, se você quiser gravar vídeo, é melhor falar com a Sony. Apesar de sua câmera de 2 MP embutida, a Apple não está habilitando a opção de fazer vídeos com o novo celular, recurso disponível até em muitos celulares de baixo nível”;
- Nada de copiar/colar — “A incapacidade de copiar um trecho de texto e colar em outra aplicação tem aborrecido os usuários desde o lançamento do iPhone, no ano passado. É uma ferramenta simples que faria a edição de blogs e o envio de textos para amigos via e-mail uma canja. E, sim, isso pode ser feito sem bagunçar a interface do aparelho”;
- Nada de serviço de mensagens multimídia — “Este talvez seja o exemplo mais interessante do que torna o iPhone um produto manhoso: há coisas que dezenas de milhões de celulares baratos fazem que o tão exaltado iPhone não faz. David Ewald, do Forbes.com, vê a falta de suporte a um servio de mensagens multimídia um dos defeitos mais enloquecedores. Quer abrir uma imagem enviada via MMS por um amigo do celular baratinho dele? Sem chance”;
- Nada de chamadas por voz — “Que tenhamos notado, nenhum blogueiro se queixou disso ainda. Talvez seja porque todos os entusiastas que podem choramingar sobre a dificuldade de digitar no iPhone já tenham morrido em acidentes automobilísticos devido à falta do reconhecimento de fala para fazer ligações oralmente no iPhone — recurso que faz do BlackBerry, com seu áspero tecladinho de plástico, possível de ser usado na estrada”.
Mais detalhes no artigo completo de Caulfield.
Vinícius de Moraes, Samba da Bênção
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Ai ai… Lá vou eu de novo…
Custo: eu diria que é um “desapontamentozinho”, bem pequeno mesmo. Cadê aquele artigo da Forbes explicando porquê PCs/Windows baratinhos na verdade custam mais que o Mac a longo prazo devido à necessidade de comprar/assinar antivirus, pagar serviços de manutenção para trocar componentes refugados em Taiwan, etc.? Isso, sim, é que é desapontador, e não o fato de a Apple ter posicionado o iPhone numa faixa de preço adequada à mentalidade “satisfação instantânea” tão na moda hoje em dia. Para mim, o desapontamento vem do fato de a Apple ter que apelar para tal expediente a fim de atrair quem não tem visão de longo prazo. Eis porque o iPhone ficou tão barato à vista, embora custe pouco mais do que o que sempre custou. Aliás, se pensarmos bem, aqueles que se importam com US$ 6,67 a mais na fatura mensal não têm nada que querer comprar um iPhone!
Sem Flash: não conheço nenhum usuário de verdade que esteja realmente sentido falta do Flash no iPhone (se houver, manifestem-se abaixo). Pra quê a Apple iria implementar no iPhone o suporte a um recurso ineficiente? Jobs já disse que não quer saber o Flash Lite no iPhone por ser “lento demais para ser útil”. Então trata-se de um problema da Adobe, não da Apple.
Bateria não-substituível pelo usuário: esse nhenhenhém existe desde o lançamento do primeiro iPod, em 2001, nem por isso o iPod deixou de ser um estrondoso sucesso. É uma bobagem tão grande quanto dizer que “ninguém quer computadores tipo tudo-em-um porque o monitor não pode ser facilmente substituído”. O mercado já provou que a falta de bateria substituível pelo usuário não é um desapontamento — pelo menos não a ponto de afetar as vendas. Se isso fosse realmente importante, a Apple já teria implementado esse sistema no iPod há muito tempo e não teria lançado um laptop novo (MacBook Air) com bateria selada. Caulfield diz: “Pessoas que fazem uso pesado de aparelhos desse tipo em movimento não têm tempo de parar para recarregar seus celulares. Por isso, levam consigo baterias sobressalentes” — então, Caulfield, vá no Google fazer uma pesquisa rápida por “external battery for iPhone” e veja pelo menos 50 exemplos da falta de mérito do seu argumento. A Apple está certíssima em não dotar o iPhone de bateria substituível pelo usuário, pois isso elevaria o custo do produto e aumentaria a espessura do aparelho só para satisfazer uma minoria. Quem precisa de baterias extras é livre para comprar as baterias externas de que tratam os 50 links do Google.
Gravação de vídeo: esse talvez fosse o melhor argumento de Caulfield não fosse o fato de que desenvolvedores independentes já não estivessem cuidando disso. Veja o vídeo abaixo.
Nada de copiar/colar: aqui sou obrigado a concordar com ele, apesar de eu achar que isso não demorará muito para ser resolvido. Não só a própria Apple está debruçada sobre o caso como também estão desenvolvedores independentes (eis um exemplo). Pelo menos teremos o Keychain no iPhone, Apple?
Nada de serviço de mensagens multimídia: também sou obrigado a concordar com Caulfield. Apple, faça-nos o favor de ligar o
MMNMMS! Os usuários de iPhone já estão fartos de receber imagens de usuários de outros celulares e serem obrigados a memorizar logins e senhas (nada de copiar/colar por enquanto) para digitar em algum site chulé só para ver fotos chulé tiradas com celulares chulé. Ligue oMMNMMS, Apple!Nada de chamadas por voz: o humor mórbido de Caulfield neste caso deveria render-lhe um processo por incitação à infração das leis de trânsito. Pedestres e outros motoristas devem realmente agradecer à Apple pelo fato de o iPhone não ter chamadas por voz, já que o iPhone pode contribuir para aumentar a segurança no trânsito ao dificultar a vida de motoristas que insistem em infringir a lei. Mas isso também já está para ser “resolvido”.
Quando a chamada de voz, para mim, faz uma certa falta.
Deixo o celular no bolso, e seria interessante ter isso, mas até agora não vi nenhuma implementação, de nenhum celular, ser bom nesse aspecto.
Com licença, mas falar ao celular dirigindo não é ilegal ou algo ruim assim?
essa parte do video tem softwares de teceiros q faz
nunca vi um celular normal com flash
mms deve te um software pra isso mas realmente isso me decepciona
falta de camera frontal tambem me deixa desaponstado
copy and past tambem nunca vi num celular
em compencacao ele tem milhares de coisas q celulares normais n tem
No Iphone antigo não tinha como procurar um nome na agenda a partir de letras e palavras digitadas. No novo software 2.0 este problema está resolvido?
Nossa, tem um bando de xiitas aí em cima!!!!
Gente, vocês querem produtos melhores ou querem ser os mais puxas-sacos que a Apple tem no Brasil???
Tem um monte de recursos que realmente não existem em nenhum celular, porém, lembrem-se de que o iPhone nunca entrou na categoria ‘celulares’, mas sim como smartfones!!!
E como smartfone tem muita coisa devendo, principalmente p/ aqueles q rodam Windows Mobile!!! (Nossa, deve ter gente torcendo o nariz agora – haahuahauahu)
MMS (e não MM’N') é coisa básica, q deveria ser nativa, assim como um monte de coisas, como vídeo e reconhecimento de voz! Senão, daqui a pouco vamos ter que manter um quilhão de serviços e programas de terceiros rodando no iPhone que o deixarão muito lento, pois não foram escritos como parte do S.O.!
É óbvio que o Flash faz falta, assim como o Java – principalmente porque quase todos os sites possuem ou banners, ou micro-ferramentas baseadas nestas tecnologias! Aliás, tem muito site INTEIRO feito em Flash!
Sejamos mais coerentes com a tecnologia e motivadores de melhorias, e não defensores fanáticos e CEGOS para problemas que muitos esperavam como solução.
Um grande abraço,
Leandro
@Leandro
concordo com voce. o iphone tem os recursos mais incriveis mas n tem os mais basicos acho q a apple devia se preocupar mais com isso
Discordo de vocês. O Iphone é uma ferramenta aberta, essa é a grande vantagem, você compra um aparelho e atualiza sem precisar trocar de celular. Claro que outros smartfones também fazem isso, mas o Iphone é bem difundido e com muitos programas sendo criados. No começo o Iphone 1 não filmava, a câmera dele não tinha nem zoom, hoje já possui estes recursos como vários outros que não possuía. Acredito que os defeitos serão corrigidos com o tempo.
MMS pra que ? Se já existe email? A tendência é isso morrer muito em breve.
Quanto ao Flash, espero que morra rápido também (lerdo e inútil).
Fico imaginando se a Apple, com medo das críticas, com medo de enfrentar gigantes como a Nokia e a Samsung, com medo de enfrentar o Android, não lançasse o iPhone…
[...] Fonte: AppleMania [...]