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Quatro grandes eventos agendados para o mesmo dia, que culminaram na desastrosa estréia do MobileMe, podem ter sido um pouco demais para a empresa.

 

“Não tenho palavras gentis para o serviço online .Mac, da Apple, que teve sua identidade apagada e substituída pela marca MobileMe em 11 de julho. O serviço .Mac nunca funcionou bem para mim e eu estava ansioso por seu sucessor. O MobileMe oferece um conjunto reduzido de serviços pelos mesmos US$ 99 anuais, mas prometia sincronização ao estilo Microsoft Exchange para contatos, e-mail e eventos, bem como ágeis e modernas aplicações web para que o usuário tivesse uma experiência bem melhor quando longe das aplicações em seu desktop ou iPhone/iPod touch”, comenta Glenn Fleishman em artigo publicado no site do jornal The Seattle Times.

Mas, segundo ele, milhares de usuários, ele próprio inclusive, tiveram problemas com o novo serviço por vários dias. “E, mesmo quando resolvidos, os problemas deixaram o que a Apple descreveu como 1% dos usuários de seu e-mail sem acesso a ele por 10 dias”.

Para Fleishman, os problemas ocorreram porque a Apple foi vítima de seu próprio crescimento. “De uma empresa que vivia dos louros do passado e de uma irrelevância no campo do desktop, a Apple evoluiu para uma penetrante força da informática, dos smartphones e do aluguel de filmes e continua sendo uma força dominante na música digital, na música portátil e no vídeo. Isso esgotou seus recursos”.

Fleishman lembra que, no último dia 11 de julho, a Apple agendou quatro grandes eventos: o lançamento do software 2.0 do iPhone para usuários da geração anterior do aparelho, a conclusão do processo de migração do serviço .Mac para o MobileMe (“que começou desastrosamente dois dias antes”), o lançamento do iPhone 3G e a inauguração do serviço de venda de aplicações para o iPhone e iPod touch, o App Store.

“Talvez isso tenha sido um pouco demais. (…) A Apple precisa dar uma boa e séria olhada no modo como pressionou seus funcionários — e no quão pouco brilho pode ter restado na imagem da empresa após tudo isso”, conclui ele.

Mais detalhes no artigo completo de Fleishman.

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3 comentários para “Seattle Times: Apple forçou demais e exauriu os próprios recursos”
  1. Digger disse:

    Realmente! Ou a Apple está iniciando seu caminho para se tornar a próxima Microsoft (no bom e no pior sentido), ou ela precisa abrir seus grandes olhos de maçã (urgentemente) e rever sua estratégia de “administração” do crescimento.

    Se tornar grande e abrangente como a Microsoft não é, em si mesmo, mérito algum (a própria Microsoft demonstra isso). Ainda resta tempo (mas com essas taxas de crescimento, não muito) para a Apple se recompor desse fiasco e provar que crescimento com competência é possível.

  2. Digs disse:

    Sabe o que eu mais adoro? é o padrão de exigência que é feito para a Apple… 1% de usuarios com problema é inaceitável para a Apple… enquanto os indices de insatisfação do Vista precisaram chegar a números astronômicos pra Microsoft se mover… É isso mesmo, somos chatos! Mas é por sermos chatos que adoramos a Apple!

  3. Lucas (luke) disse:

    Realmente, como estou cansado de dizer pros WinShitters que usam o MobileMe como prova da “indecência da Apple”: Que hipocrisia! Demorou 18 meses para que a M$hit admitisse que o Vista era uma bosta, enquanto a Apple pediu desculpas logo no início pelo MobileMe e em uma semana as coisas melhoraram muito.

  4.  

 

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