Experiência da Apple com seu aparelho é imbatível. A RIM tem muito trabalho à frente para equiparar suas capacidades de fabricação e distribuição, bem como seu design, para conseguir fazer frente ao iPhone no mercado de consumo.
![]() BlackBerry Bold, da RIM |
“Quando a Apple lançou seu iPhone 3G em sua principal loja de Londres, havia a previsível fila de pessoas ansiosas por possuir um aparelho que é igualmente celular, tocador MP3 e navegador web sem fio. Dentre os aficcionados da Apple e fanáticos por tecnologia, três homens de terno e gravata esperavam juntos, todos digitando em seus BlackBerrys. Quando perguntados por quê estavam na fila para comprar um iPhone antes das 8 da manhã, um mostrou seu BlackBerry e disse: ‘Porque isto é horrivelmente feio’. Seu amigo, um consultor da PA Consulting, chamou seu BlackBerry de ‘desajeitado’, enquanto o terceiro disse que o iPhone facilitaria sua comunicação com clientes. Todos achavam ruim o teclado ‘Qwerty’ e o navegador web do BlackBerry”, relatam Tim Bradshaw e Rob Minto em artigo publicado no site do jornal britânico The Financial Times.
Para eles, a Apple definitivamente lançou seu novo iPhone às custas do mercado corporativo do BlackBerry, melhorando a segurança e o e-mail do aparelho e permitindo a instalação de software de terceiros em sua plataforma. “Mas esse não é um desafio que a Research In Motion [RIM], fabricante do BlackBerry, vai encarar suavemente. Seu celular mais amigável, o Bold, pode ser lançado na próxima semana, enquanto a multimilionária campanha de marketing ‘Life on BlackBerry’ pretende dar um impulso mais determinado em seu mercado corporativo”.
Segundo Bradshaw e Minto, Richard Windsor, analista da Nomura Securities, observa que a investida do BlackBerry no mercado de consumo “não foi particularmente competitiva. (…) A experiência da Apple com seu aparelho é imbatível. A RIM tem muito trabalho à frente para equiparar” suas capacidades de fabricação e distribuição, bem como seu design, para conseguir fazer frente ao iPhone no mercado de consumo.
Bradshaw e Minto contam que Søren Petersen, vice-presidente sênior de produto da Nokia, também tem feito pouco caso da possibilidade de ver o mercado de consumo recebendo uma investida mais forte do BlackBerry. Referindo-se a uma versão colorida do BlackBerry Pearl destinado ao público feminino, Petersen disse que “vender para mulheres é mais que simplesmente pintar o produto de rosa”. Petersen também reservou uma dose de seu desdém ao iPhone, sobre o qual acha que “não vale a pena uma discussão”.
Mas Andrew Brown, analista da Strategy Analytics, acha que a Nokia falhou em dar combate à RIM no campo do software para smartphones, relatam Bradshaw e Minto. “A Apple está em boa posição para massacrar as duas porque conseguiu fazer de sua plataforma algo bem simples e acessível”, disse ele.
Bradshaw e Minto lembram que os usuários do BlackBerry têm à disposição milhares de aplicações à escolha para baixar — se puderem achá-las. A distribuição de software compatível com o aparelho depende de terceiros e a oferta de programas não corporativos vai pouco além de uma aplicação para o Facebook. Além disso, observam eles, os desenvolvedores são assolados por dificuldades envolvendo as estritas regras de segurança do BlackBerry, desestimulando a produção de software não corporativo.
“Após apenas alguns meses, mais de 1700 aplicações para o iPhone — cerca de um quarto delas grátis — podem ser baixadas diretamente para o aparelho ou para o iTunes. Importante para os desenvolvedores, os clientes da Apple mostraram-se dispostos a pagar por downloads digitais. Steve Jobs, diretor-presidente da Apple, alegou que a empresa faturou mais de US$ 30 milhões com 60 milhões de downloads no primeiro mês em que o iPhone [3G] esteve disponível”, dizem Bradshaw e Minto.
Mais detalhes no artigo completo de Bradshaw e Minto.
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Além de gastar milhões de dólares em marketing, eis o que a RIM fará em um futuro próximo:
1. Pretender que tecnologia antiquada embutida em um produto que imita o exterior do iPhone seja vista como inovação;
2. Insistir em teclados físicos cheios de botõeszinhos minúsculos junto com telinhas sensíveis a um único toque por vez até que finalmente produza um aparelho com uma ampla tela touchscreen rudimentar;
3. Assim como todos os demais fabricantes e operadoras, ignorar totalmente e nunca mencionar a expressão “multitoque” característica da interface do iPhone na promoção de seus produtos monotoque, esperando que o consumidor nunca note a diferença;
4. Observar seu mercado erodir lenta e progressivamente.
A RIM simplesmente não tem cacife para competir com a Apple, por isso tenta fazer seu hardware inferior movido por software antiquado parecer como o iPhone, torcendo para que o mercado não perceba a diferença. Recado à RIM e seus acionistas: quem quer que seja incapaz de distinguir entre um iPhone real e uma imitação dele muito provavelmente tem renda bem menor que os demais. Captaram a mensagem?
Quanto à Nokia, como sempre, ela soa como quem está na defensiva e amedrontada com a concorrência do iPhone em sua categoria, tal como deve mesmo estar.
Detalhe: Bradshaw e Minto mencionam em seu artigo a meta anunciada pela Apple no lançamento do iPhone de primeira geração de vender 10 milhões de unidades do aparelho até o fim de 2008. Isso foi antes do iPhone 3G. A Apple conseguirá facilmente vender muito mais que 10 milhões de unidades até o fim do ano.
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Concordo plenamente com as reflexões do artigo e de seus comentários, I.F.
Vale lembrar que tem peixe grande (CEO) que vai morrer pela boca, por ter desdenhado o iPhone.
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[...] Clique aqui para ler o artigo completoAppleMania - 14 ago. 2008Experiência da Apple com seu aparelho é imbatível. A RIM tem muito trabalho à frente para equiparar suas capacidades de fabricação e distribuição, … [...]