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Justiça americana pode condenar Apple a ganhar ainda mais dinheiro

Empresa pode ser forçada a abrir o iPhone a qualquer operadora e a qualquer aplicação — o que poderá fazer com que venda o aparelho em quantidades muito maiores.

 

Uma corte da justiça americana na Califórnia “determinou que Apple e [a operadora celular] AT&T podem ter violado o Sherman Antitrust Act [lei antitruste americana] quando fizeram acordo secreto que prende o consumidor por cinco anos — três a mais que os dois que o consumidor pensa ter assinado. A corte decidiu também que a Apple pode ter violado a mesma lei ao limitar o mercado para aplicações para o iPhone àquelas disponíveis exclusivamente por meio da App Store. Além disso, a corte determinou que a decisão da Apple de incapacitar permanentemente os iPhones desbloqueados com sua atualização 1.1.1 também pode ter violado a lei”, relata Scott Bradner em artigo publicado no Network World.

Bradner observa que disse “pode ter” porque o que a justiça fez foi recusar apelações de Apple e AT&T para que desconsiderasse as acusações de quem as processou. Agora, diz ele, as duas empresas terão que produzir montanhas de documentos detalhando o que têm estado fazendo.

“Este caso mal começou, mas um possível desfecho é o de que a Apple seja proibida de ter o tipo de acordo restritivo que tem com a AT&T e tenha que abrir o iPhone para mais aplicações de terceiros. Espero que a Apple, e não a AT&T, seja a maior beneficiada caso isso aconteça — bem como o consumidor (e, claro, os advogados)”, diz Bradner.

Bradner acha que a Apple poderia vender muito mais iPhones se o aparelho não fosse refém de uma única operadora. “O valor do iPhone também poderia ser maior se a Apple não bloquease a entrada de algumas aplicações na App Store. Tudo bem que é preciso haver algum filtro para evitar que aplicações não matem o iPhone ou a rede, mas bloquear aplicações só porque competem com as da própria Apple não é uma boa — o usuário fica sem alternativas e a Apple tem menos incentivo para produzir aplicações melhores”.

Foi contra esse tipo de “falta de escrúpulo”, junto com os termos do acordo entre Apple e AT&T, que a justiça americana se manifestou, observa Bradner. “A princípio o acordo de exclusividade me pareceu fazer sentido. Ele inclui o recebimento por parte da Apple de uma parcela da receita que a operadora gera com a assinatura dos planos do iPhone — um acordo muito bom, realmente. Mas a Apple não tem nada parecido em relação ao iPod e parece estar vendendo muito bem o produto. Agora não tenho tanta certeza de que a exclusividade é uma coisa boa para a Apple — claramente ele não é uma coisa boa para ninguém. O usuário não pode escolher a operadora que presta o melhor serviço e a concorrência da AT&T não pode vender o iPhone”.

Mais detalhes no artigo completo de Bradner.

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Uma resposta a Justiça americana pode condenar Apple a ganhar ainda mais dinheiro

  1. Antonio disse:

    Pelo que eu sei é a Microsoft que tem um acordo com o governo de não bloquear ou dificultar a interação de aplicações redundantes em seu sistema operacional, existe uma ferramenta no Windows “Que define acesso de programas padrões” e é com ela que um usuário pode definir o uso de programas de multimídia, mensagens instantâneas e Navegador de Internet. Esse acordo foi feito durante o processo de monopólio que a Microsoft sofreu.

    O iPhone esta longe de ser um monopólio então acho que a parte de liberação do uso de aplicações de terceiro sem restrição ainda não cabe. Agora seria muito bom a abertura de venda de iPhone livres de operadora nos EUA, porém eu acho que o motivo da Apple não liberar a venda de aparelhos desbloqueados lá é para não gerar um mercado negro desse aparelhos sendo contrabandeados para outros países.

    Imagine um iPhone desbloquedo vendido por U$ 399, seria a festa para nos brasileiro já que o mercado negro poderia trazer um aparelho desse e vender ele por um preço mais barato que os atrelados a planos aqui no Brasil.

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