Empresa cresceu duas a três vezes mais rápido que as do mercado de PCs nos últimos quatro anos, portanto não há razão para arriscar sua saúde financeira.
“Do ponto de vista do produto, o diretor-presidente da Apple, Steve Jobs, geralmente joga duro. Mas, quando se trata dos números da empresa, ele raramente sai em um limbo. Isso ficou claro [nesta terça-feira, 14], quando Jobs anunciou uma nova linha de laptops. Apesar dos rumores de que ele lançaria um laptop de US$ 800 ou menos que poderia ajudar a Apple a ganhar mercado às custas das margens de lucro, a empresa manteve os preços próximos de onde estavam”, diz Peter Burrows em artigo publicado no site da revista BusinessWeek.
Ele lembra que a empresa reduziu o preço do MacBook básico em US$ 100, custando agora US$ 999, e lançou um novo modelo intermediário a US$ 1300 dotado de muitos dos recursos do MacBook Pro básico. Lançou ainda versão “mais pretensiosa” do MacBook Pro por US$ 2000, mesmo preço da versão anterior.
“Sem dúvida, há mais Mac por esse dinheiro. Todos os novos modelos trazem tela LED de acendimento instantâneo e gráficos mais rápidos, graças a um novo chip da NVIDIA, enquanto os modelos de US$ 1300 e US$ 2000 são dotados de um novo e lindo gabinete de alumínio mais fino que nunca”, comenta Burrows.
Mas muitos analistas de Wall Street pensavam que a Apple usaria a ocasião para lançar produtos novos que capturariam uma parcela maior do mercado, observa Burrows. “Afinal, a empresa cresceu duas a três vezes mais rápido que as do mercado de PCs nos últimos quatro anos, em parte graças à bem sucedida campanha de marketing ‘Sou um Mac’ e à frustrante demanda pelo sistema operacional concorrente Windows Vista, da Microsoft”.
Ainda segundo Burrows, Stephen Baker, analista da NPD Group, acha que seria arriscado a longo prazo para a Apple ceder à tentação de cortar suas margens de lucro para reduzir ainda mais o preço dos portáteis. “Uma grande quantidade de empresas de PC ao longo dos anos (Packard Bell, eMachines, alguém?) perdeu dinheiro baixando demais os preços. Os lucros foram emagrecidos não só como resultado de preços mais baixos como também de consumidores com mais consciência financeira e menos habilidades técnicas que fazem mais chamadas de suporte. Como resultado, quaisquer lucros ganhos na venda inicial eram perdidos com o crescente aumento nos custos com serviços de suporte”.
Burrows acha que a Apple pode continuar desafiando a concorrência sem sangrar seus lucros baixando preços. “A parcela da empresa no mercado de varejo de PCs nos EUA é agora de 18% em número de unidades e 31% em vendas, segundo disse Tim Cook, diretor financeiro da Apple, no lançamento dos produtos [nesta terça-feira]. Ele observou que, no último trimestre, a Apple vendeu tantos Macs quanto no ano passado inteiro”.
Ele acha também que a Apple não precisa fazer grandes contorcionismos com seus preços por causa da relativa falta de novas tecnologias e recursos nos PCs concorrentes. “Baker diz que muita gente disposta a dar uma chance ao Mac já está decidida a fazê-lo. Como resultado, um grande corte nos preços representaria uma queda desnecessária na receita da Apple. ‘As pessoas entram nas lojas da Apple esperando pagar uma certa quantia’, diz ele. ‘Não há evidências de que os clientes estejam pedindo por um Mac de US$ 799. Mas, se você o oferecesse a eles, muitos fariam essa escolha. Uma das razões que explicam porquê a Apple se sai tão bem vendendo computadores de US$ 1000 é que ela não lhe dá a opção de um modelo de US$ 799′”.
Mais detalhes no artigo completo de Burrows.
Artigo relacionado:
Tags:Apple, MacBook, MacBook Pro, Macintosh, Steve Jobs
Artigos relacionados
Fuja do lugar comum: venha para o AppleMania!



Posts (RSS)
Há uma importante diferença básica entre o usuário de Mac e o de PC/Windows: o de Mac entende o real significado das expressões “Custo Total de Propriedade”, “a economia é a base da porcaria” e “Windows é uma b(*)”.
A vasta maioria dos usuários de Mac também usa ou já usou o Windows (na escola ou no trabalho) e optou pelo Mac por ter comprovado por si mesmo que o Mac é superior. Os que preferem o Windows ao Mac, por sua vez, quase sempre tem pouca ou nenhuma familiaridade com a plataforma Macintosh. Ambos os lados têm seus ardorosos defensores e, no que me diz respeito, já fiz minha escolha: prefiro ficar no lado dos usuários bem informados que fizeram uma escolha consciente ao invés dos que compram um PC baratinho Made In Paraguay montado com peças de origem e qualidade duvidosas que, por acaso, já veio com o Windows e do qual permanecem reféns por uma mera questão de familiaridade confundida com superioridade.
Eu pretendo agarrar o Macbook alumínio este fim de ano. Se conseguir, vai ser meu primeiro Mac! Hora de uns “in your face!” nos meus amigos descrentes.
” Lançou ainda versão “mais pretenciosa” ”
A grafia correta é “pretensiosa” com s.
Gratos pelo toque.