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Windows Mobile pode ser o primeiro sinal de retração da Microsoft

A Microsoft sofre de uma falta de visão que começa nos mais altos de seus escalões. Os vendedores são treinados para concentrarem-se no próximo trimestre. Ninguém parece estar preocupado com quais peças são necessárias para criar a próxima plataforma.

 

“No trimestre passado o iPhone e a Research In Motion (fabricante do BlackBerry) ultrapassaram o Windows Mobile, enquanto a Nokia permaneceu confortavelmente como líder em smartphones. No fim do trimestre de junho a Microsoft teve que admitir que o Windows Mobile perdeu em 2 milhões de unidades a meta autoimposta de 20 milhões”, diz Tim Nash em artigo publicado no Low End Mac.

Nash observa que, no atual mercado de smartphones, a Microsoft já está perdendo em poder para os resultados financeiros da Apple. “No trimestre passado a Apple vendeu 6,9 milhões de iPhones ao preço médio de US$ 650 cada. Com margem de mais de 50% (segundo o analista Charles Worf, da Needham & Co.), isso gera um lucro bruto de mais de US$ 2,2 bilhões. No período encerrado em 30 de junho a Microsoft tinha vendido 18 milhões de licenças do Windows Mobile a preços entre US$ 8 e US$ 15 por licença (segundo a Strategy Analytics), resultando num máximo de US$ 270 milhões. Com a RIM relatando lucro bruto de US$ 1,3 bilhão e a Nokia vendendo 15,5 milhões de unidades (particularmente das séries N e E) em seus respectivos trimestres mais recentes, a Microsoft está cada vez mais sendo deixada para trás à medida que o mercado se expande”.

Para reforçar seu argumento, Nash faz um apanhado do cenário do mercado em que está inserido o sistema operacional para celulares da Microsoft. “O Windows Mobile 7 foi atrasado. A HTC, fabricante do G1 Android, esperava lançar aparelho com o WM7 no primeiro trimestre de 2008. E agora, nas palavras de Paul Thurrot, jornalista que há muito acompanha a Microsoft, o próximo lançamento vai ‘permitir que os smartphones renderizem páginas web como se fazia há quase uma década nos PCs tradicionais’. A versão temporária talvez só saia no fim de 2009 (segundo Mary Jo Foley, do ZDNet). Parece muito pouco, muito tarde. Até então o iPhone terá recebido mais uma atualização anual e a App Store estará próxima de ultrapassar (ou já terá ultrapassado) 1 bilhão de downloads”.

Para Nash, a Microsoft sofre de uma falta de visão que começa nos mais altos de seus escalões. “Os vendedores são treinados para concentrarem-se no próximo trimestre. Ninguém parece estar preocupado com quais peças são necessárias para criar a próxima plataforma. Sim, a computação em nuvem fará parte dela, mas que dispositivos se comunicarão com ela? Para muita gente, a maior parte do tempo esse dispositivo será como um computador de bolso tipo iPhone e, se for um iPhone, um Android ou um Nokia, quão atraente será a [iniciativa da Microsoft para a computação em nuvem, chamada] Azure?”

Grande parte do poder de atração do Windows é a ampla gama de software de terceiros, diz Nash, por isso a Microsoft precisa convencer os desenvolvedores de que a Azure é o futuro. “O problema é que muitos dos grandes desenvolvedores — Oracle, IBM (Lotus Notes), Google, Apple, etc. — são rivais da Microsoft e não vão querer ter nada a ver com a Azure”.

O fracasso da tecnologia Plays For Sure e do tocador Zune, da Microsoft, até podem ser ignorados pelos pequenos desenvolvedores, opina Nash. “Todavia, uma amplamente visível derrocada do Windows Mobile, quando Steve Ballmer disse que o WM estará sendo usado por 55 fabricantes de celulares e disponível por meio de 175 operadoras, vai afetar a decolagem da iniciativa da Microsoft na computação em nuvem”.

Nash conclui dizendo que a Microsoft está perdendo mercado em várias áreas e a Apple precisa de concorrência nova. “Senão, quando Jobs sair, [a Apple] pode voltar ao velho hábito de ‘extorquir a base de usuários’ que John Sculley e outros exploraram. Está cada vez mais claro que a Microsoft não será essa concorrência”.

Mais detalhes no artigo completo de Nash.

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5 opiniões sobre “Windows Mobile pode ser o primeiro sinal de retração da Microsoft”

  1. O ligeiro aumento da participação do windows nesse ultimo mês se mantendo acima dos 90% deve indicar alguma coisa né!

    Chegam ao cumulo de pegar o lucro para tentar justificar que a Apple está a frente da MS, sendo que um aparelho é vendido por média de 650 dálares, enquanto a MS vende o OS por media de 8 a 15 dólares. Será que a MS está preocupada nesse caso com o lucro do setor, ou a presença nele, que leva a outros lucros, como o proprio OS, office, etc, etc, etc.

    Cresçam, e aprendam um pouco. Se foram vendidos 6,5 milhões de Iphones, ante os 20 milhões da Ms em participação quem ganha, se for para falar de lucro vamos falar de Xbox, windows, office, etc, etc.

    Porque eu não vejo aqui a noticia da redução da produção do Iphone.?????

  2. Preços astronomicos meu caro Leonardo… a alguns anos, o Mac era tão caro que só os designers gráficos tinham um apple… hoje o preço baixou tanto que o MAC está pouca coisa mais cara que um PC, e qualquer zé mané mais informado pode comprar um Apple.

  3. Gustavo, seguinte mano: estão comparando i\phone com Windows Mobile pq estão na mesma categoria: celular. O XBOX cabe no bolso??? O Wndows Vista, XP ou até mesmo o Seven rodam em celular??? O Office toca musicas??? Então pronto…

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