“Será que a empresa está fazendo o suficiente para nutrir possíveis substitutos para o diretor-presidente Steve Jobs?”
“Em uma empresa tão sigilosa sobre seus bastidores como a Apple, mudanças no topo podem ser difíceis de avaliar. Mas o anúnico de [ontem] de que Tony Fadell, chefe do desenvolvimento do iPod e do iPhone, foi substituído por Mark Papermaster, veterano da IBM após 26 anos de serviço, enfatiza o que tem se tornado uma crescente preocupação para muitos investidores da Apple: será que a empresa está fazendo o suficiente para nutrir possíveis substitutos para o diretor-presidente Steve Jobs?”, diz Peter Burrows em artigo publicado no site da revista BusinessWeek.
Burrows acha que não faltam executivos de alto calibre na Apple, mas nenhum deles chega a congregar todos os talentos de Steve Jobs. “O diretor operacional Tim Cook é um virtuoso das operações. Ron Johnson, responsável pelo varejo, transformou a Apple na mais bem sucedida varejista em alguns aspectos. Mas, embora não haja indicação de que Jobs esteja indo a algum lugar a curto prazo, quando ele o fizer será uma façanha e tanto encontrar um sucessor que combine seu gosto pelo produto, tino comercial e talento para vendas. O diretor de design industrial Jonathan Ive geralmente é mencionado como candidato, mas ele é um grande projetista, não um homem de negócios, tecnólogo ou marketeiro”.
O recém-saído Fadell, de 39 anos, também não se encaixava nesse perfil, diz Burrows, segundo quem três pessoas próximas à Apple dizem que Fadell não era considerado um candidato viável.
“A saída de Fadell não deve ter sido grande surpresa no quartel-general da Apple em Cupertino. Um executivo do Vale do Silício diz que ele recebeu ligações há mais de seis meses de empresas nas quais Fadell se candidatou a emprego. Alguns alto executivos da Apple passaram anos arrepiados com a noção de que Fadell era considerado o ‘pai do iPod’. É senso comum no Vale do Silício que, enquanto estava na Philips Electronics, Fadell surgiu com a idéia de um tocador MP3 dotado de um espaçoso disco rígido capaz de se sincronizar com um serviço musical e que ele saiu da empresa para vender a idéia a outras empresas de tecnologia antes da Apple. Mas um ex-gerente da Apple diz que o projeto do iPod já estava em andamento quando Fadell chegou”, revela Burrows.
Ainda segundo ele, outra fonte diz que Fadell se autopromovia demais dentro da Apple. “Por exemplo, uma vez a empresa insistiu para que Fadell removesse de um site pessoal dele fotos do iPod que eram de propriedade da Apple e exigiu que ele mudasse as afirmações do site que sugeriam que o iPod era criação dele. A Apple não quis disponibilizar Fadell para comentar as afirmações”.
A Apple insiste que Fadell permanecerá prestando consultoria à Jobs, observa Burrows. “Pode até ser, mas é prática comum no Vale do Silício conceder aos executivos de saída um papel de consultores que dura enquanto vigorar a cláusula de seus contratos iniciais que os proíbe de trabalhar em empresas concorrentes”.
Mais detalhes no artigo completo de Burrows.
Tags:Apple, IBM, iPhone, iPod, Mark Papermaster, Philips, Tony FadellArtigos relacionados
Fuja do lugar comum: venha para o AppleMania!



Posts (RSS)