Desajeitado, decepcionante, fracasso, frustrante, deselegante, desconfortável e lento são só alguns dos adjetivos usados por PC World, Engadget, Gizmodo, Chicago Tribune e revista Time para descrever o novo concorrente do iPhone.
“Os fãs do BlackBerry que vinham implorando por um aparelho baseado em tela sensível a toque à la iPhone agora têm um, mas o BlackBerry Storm — que a Verizon Wireless planeja começar a vender nesta sexta-feira por US$ 250 com contrato de dois anos — pode não ser o smartphone de seus sonhos”, diz Yardena Arar em artigo publicado no site da revista PC World.
“A decisão da Research In Motion de diferenciar o Storm dando à sua tela capacitiva sensível a toque um componente mecânico (a tela inteira funciona como um botão para confirmar seleções ou iniciar ações) acaba sendo mais confusa do que útil. Na pior das hipóteses, a interface sensível a toque do Storm parece uma experiência que falhou”, critica Arar.
Arar prossegue explicando que o Storm tem GPS e Bluetooth, mas não tem Wi-Fi. “A interface sensível a toque do Storm o diferencia de seus irmãos da RIM — e é nisso que fiquei decepcionado. (…) Achei o Storm desajeitado para usar com tarefas do dia a dia que requerem entrada de dados. (…) Em meus testes, as coisas às vezes não funcionaram. (…) Eu tocava em um ítem do menu, por exemplo, mas quando pressionava a tela, a seleção às vezes pulava para um ítem diferente, que era então executado. Às vezes era difícil perceber qual era a ação requerida. (…) A rolagem geralmente era lenta também”.
Arar também não achou graça na tafera de digitar texto no Storm. “Você tem que clicar [pressionar a tela] no teclado da tela para cada tecla (as teclas piscam em azul sob seus dedos quando são clicadas), o que acaba parecendo ser muito trabalho, diferente dos teclados físicos (ou o do iPhone, por exemplo)”.
Arar conclui dizendo que quem esperava por uma alternativa séria ao iPhone fortalecida pela marca BlackBerry, consagrada como ferramenta de trabalho móvel, provavelmente vai achar o Storm uma decepção. “No que diz respeito a interfaces sensíveis a toque, a Apple ainda não tem concorrência”.
Muito mais detalhes, incluindo vídeo no qual Arar chama o teclado virtual do Storm em tela mecânica de “o pior de dois mundos”, no artigo completo de Arar.
“Ao contrário do iPhone, o qual certamente é o concorrente mais próximo deste celular, a interface do Storm não é apropriada para navegação por toque (…). Coisas que fluem naturalmente no iPhone — rolar listas, procurar contatos, mover-se por entre uma página web ou localizar fotos — parecem deselegantes e desconfortáveis no Storm. Não há inércia no movimento, nenhuma garantia de que seu dedo é o instrumento que controla o aparelho. A tela é bem sensível, sim, mas o modo como o software reage aos toques faz toda diferença e aqui a impressão é a de que você nunca está totalmente no controle do celular”. opina Joshua Topolsky em artigo publicado no Engadget.
Ele observa que a tônica da nota da RIM à imprensa do lançamento do Storm é a de que a nova tela clicável sensível a toque é a solução dos sonhos de todo usuário de aparelhos de mão — “mas nada poderia estar mais distante da verdade”, avalia Topolsky. “Ao invés de facilitar as coisas, o clique na verdade as dificulta. Conforme você pressiona a tela para acionar uma ‘tecla’, é requerido que você a solte para poder selecionar outra, significando que você nunca poderá digitar rápido. Em nossos testes, ficamos constantemente frustrados com os movimentos lentos e vacilantes que tínhamos que fazer para digitar as coisas em qualquer velocidade. Você é obrigado a esperar a tela voltar ao lugar antes de poder selecionar outro caractere e isso torna o processo gaguejante. Além do mais, o pairar sobre um caractere é representado por um sinal em azul, que parece legal durante os movimentos, mas na prática não funciona bem para fazê-lo saber em que tecla você está tocando. Cometemos erros de digitação em abundância. Tudo isso poderia ser bastante melhorado através de um componente de software inteligente que adivinhasse o que você tem a intenção de digitar — tal como no elemento preditivo do iPhone. Infelizmente, o que a RIM oferece está mais para um T9 glorificado, o que significa que, se você digitar ‘ey’, ele não sabe que você tinha a intenção de digitar ‘eu’. (…) Se velocidade não é uma preocupação, talvez você consiga lidar com isso, mas para viciados em BlackBerry e os acostumados à digitação no iPhone, isto será uma decepção”.
Sobre a maciça campanha publicitária feita nos EUA em torno do lançamento do Storm, Topolsky diz: “A única falha nesse plano é grande: usar o Storm não é tão fácil, agradável ou consistente quanto o iPhone. E o que deveria ser seu grande diferencial — a tela clicável — não é nada de espetacular. (…) Parece algo inacabado — e isso não é suficiente para nós”.
Muito mais detalhes, vídeo inclusive, no altamente recomendável artigo completo de Topolsky.
“Ele é surpreendentemente pesado, mais que o mais pesado dos BlackBerries, o Bold. (…) Parece grosso também, mais do que é na verdade, por causa de suas formas quadradas. (…) Não ter Wi-Fi é horrível. (…) O maior problema com a interface, pelo menos na área principal do menu, é que ela é lenta. Tipo, o suficiente para ser irritante. A lentidão da rolagem para baixo do menu principal parece deliberada (não sei porquê), e essa vagarosidade se transforma em movimentos espasmódicos com relativa frequência. As transições de tela para tela, além de serem inconsistentes (algumas vezes compreensíveis, outras não), fazem o sistema operacional parecer ainda mais lento. Nessas circunstâncias, isso se torna ainda mais frustrante porque faz você desconfiar da resposta [do sistema de clicar a tela] — nada bom para ser o principal argumento de venda do produto”, condena Matt Buchanan em artigo publicado no Gizmodo.
Buchanan diz também que a lerdeza descrita nesses exemplos é encontrada em todos os pontos da interface, o que é um “pecado cardinal” em se tratando de interface sensível a toque, desabafa ele. “Odeio dizer isso, mas detestei digitar nele. Apertar a tela repetidas vezes requer muito mais esforço do que simplesmente deslizar meus dedos por um bom teclado sensível a toque. É cansativo.”
Para Buchanan, o Storm “não é bem o celular matador que [a RIM] ou a Verizon precisavam que fosse. (…) Acredito que não cumpre o que promete e todo o auê feito em torno do [sistema de pressionar a tela] acaba levando as pessoas a esperar mais do que essa tecnologia de sensibilidade a toque pode oferecer — não é sequer nenhum passo evolucionário”.
Muito mais detalhes no artigo completo de Buchanan.
“Navegar na interface [do Storm] pode ser enfadonho. Os controles sensíveis a toque do Storm não se comparam aos do esperto iPhone. (…) Navegar no Storm é um desafio, pois o software do BlackBerry foi concebido para ser usado com trackball ou disco de rolagem, aspecto no qual a RIM quase não promoveu mudança alguma na interface. Exemplo: quando se quer responder a um e-mail, pressiona-se a tecla do menu para trazer a familiar lista de opções. O botão Reply está entre Salvar e Encaminhar, ambos os quais pressionei por engano repetidamente graças ao frustrante back-tracking“, testifica Eric Benderoff em artigo publicado no site do jornal The Chicago Tribune.
O teclado usa uma tecnologia chamada SurePress, também conhecida como “digitação clicável”, para simular a impressão de um teclado virtual, observa Benderoff. “A princípio, achei que ia quebrar a tela do celular ao digitar. Conforme fiquei mais habituado, minha digitação começou a ficar mais precisa. Mas não é uma abordagem tão boa quanto a do iPhone o a de um teclado físico”.
Mais detalhes no artigo completo de Benderoff, intitulado “BlackBerry Storm não pode concorrer com o iPhone”.
“Detestei a tela clicável e, do punhado de pessoas a quem pedi que experimentassem [o Storm], ninguém teve nada de bom a dizer. (…) O problema em ter que pressionar a tela inteira cada vez que você digita uma letra ou confirma uma escolha do menu é que isso torna você lento. (…) Além do mais, a tela escorrega dentro do corpo do aparelho quando pressionada, o que lhe dá uma impressão de coisa barata”, avalia Anita Hamilton em artigo publicado no site da revista TIME.
Mais detalhes no artigo completo de Hamilton.
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Tags:Apple, BlackBerry, iPhone, Research In Motion, RIM, Storm
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Posts (RSS)
Mas que bela estréia, né RIM?
Então é com isso que você pretende enfrentar o iPhone? Fala sério!…
iPhone G3 (não 3G) chegando em julho…
Quando alguém lançar um competidor à altura, a Apple já vai estar espalhando pelo mundo notícia de seu novo iPhone, com novo processador desenvolvido com a P.A. Semi e Papermaster (o ex-IBM), câmera melhor (e que grava vídeos), um sistema operacional cuja interface é levemente redesenhada, copy-and-paste, e tudo mais que o povo queria… Sem falar que os apps nesse novo iPhone serão capazes de mais graças ao hardware mais potente e OpenCL (foi confirmado que ele pode ser escalado para aparelhos móveis).
Só pra deixar todo mundo no chinelo…
Mesmo assim, teve fila na porta das lojas da Verizon para comprar essa porcaria.
Ô povinho…
[...] a quase 4000 mil reais e sem Wi-Fi, ai é pra acabar… não precisa nem falar qual foi o destino dele, não é? Sei lá qual é a estratégia das empresas na hora que eles deixam de colocar algum [...]
Bom pelo menos o blackberry nao oferece capas para funcionar a rede do telefone…
Tambem devemos estudar o uso do aparelho.. Blackberry é aparelho para executivo, corporativo. Ler e responder emails, plataforma segura…
Não ha comparaçoes entre Iphone e BlackBerry.
Eu particularmente possuo os dois… Um Storm e um Iphone 3Gs
Blackberry tem diferenças entre Iphone, e essas diferenças sao simples, basicos 16 anos a mais de experiencia em telefonia corporativa…
É como querer comparar a aplicaçao de leis Brasileiras as Leis inglesas…
Comentario sobre Wi-fi…
Quem usa um aparelho desses nao precisa de Wi-fi…
Basta assinar um pacote de dados que na maioria das vezes os usuarios destes aparelhos ja possuem.
Se voce é pré pago nao use um blackberry…