“Quando sua base de usuários olha para o novo Storm, vê uma delicada tela sensível a toque que simplesmente não vale a pena. Quando não se consegue convencer nem mesmo sua própria audiência, como se pode esperar convencer a de alguém?”
“Dizem que a imitação é a melhor forma de adulação. Se for verdade, a cabeça de Steve Jobs está sob sério risco de explodir. Jobs, claro, é o diretor-presidente da Apple e um dos cérebros por trás do onipresente iPhone. Em sua cola segue um dilúvio de ‘matadores de iPhone’ — celulares com interface sensível a toque que simplesmente não são páreo para o da Apple. Unindo-se ao grupo no fim de novembro estava um desafiante da bem sucedida linha BlackBerry da Research In Motion, o BlackBerry Storm”, escreve John Song em artigo publicado no site do jornal Yale Daily News.
Song observa que a RIM tem tentado seguir o rastro do iPhone desde o advento da primeira geração do aparelho, há um ano e meio. “Mas, com o popular iPhone subindo no ranking de vendas de smartphones (o iPhone experimentou crescimento de mais de 325% nos últimos 12 meses, comparado com os 80% do BlackBerry), a RIM começou imediatamente a desenvolver um BlackBerry sensível a toque. Agora que o Storm chegou, as primeiras avaliações são hesitantes em chamá-lo de David do Golias do iPhone”.
Após destacar as virtudes do Storm, Song reconhece que o lançamento da RIM simplesmente não tem cacife para concorrer com o iPhone. “A verdade é que o BlackBerry está tentando ser o que não é. Está tentando entrar em um mercado de aparelhos de tela sensível a toque com um sistema operacional cheio de defeitos e lerdeza. As aplicações multimídia e o acelerômetro parecem particularmente fora de sintonia com o software e não é incomum ter que esperar alguns segundos antes que o aparelho perceba que você o mudou de posição. A idéia de tela-botão parece boa no papel, mas, na prática, é uma chatice que requer habilidade para usar e simplesmente não funciona como um teclado QWERTY normal do BlackBerry”.
O maior atributo do iPhone, diz Song, é “seu sistema operacional intuitivo com software tão sólido e ágil que é impossível não render-se à sua ingenuidade. E não esqueçamos o golpe de misericórdia: o iPhone é um fenômeno criado por uma blitz de mídia da Apple que conseguiu convencer todo mundo — de sua avó a sua priminha. Ele mirou numa nova demografia com uma imagem de ser ‘irado e bacana’ para vender smartphones para uma audiência que normalmente não o compraria. Enquanto isso, o BlackBerry direcionou-se à força do uso corporativo multitarefa e do clique em teclado QWERTY. Quando sua base de usuários olha para o novo Storm, vê uma delicada tela sensível a toque que simplesmente não vale a pena. Quando não se consegue convencer nem mesmo sua própria audiência, como se pode esperar convencer a de alguém? O Storm não é um matador de iPhone: é um matador de BlackBerry”.
Mais detalhes no artigo completo de Song.
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Tags:Apple, BlackBerry, iPhone, Research In Motion, RIM, Storm
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