Executivo está convencido de que o iPhone não é páreo para seu novo smartphone, visto como a última esperança de ressurreição da Palm.
“A Palm constumava dominar o mercado de smartphones, mas agora mal consegue manter-se nele diante da concorrência do BlackBerry, da Research In Motion, e do iPhone, da Apple. [No último dia 8] a empresa revelou seu tão esperado plano de retorno ao palco: o ‘Palm Web OS’, sistema operacional no qual a empresa tem trabalhado por cerca de dois anos. Será suficiente?”, pondera Peter Kafka em artigo publicado no blog de tecnologia do The Wall Street Journal.
Após analisar alguns dos recursos anunciados pela Palm no evento de lançamento de seu novo smartphone Pre, Kafka comenta que a maior indefinição a respeito do novo produto é o preço com que será comercializado quando chegar às prateleiras das lojas, daqui a seis meses. Kafka nota que a Palm não fez qualquer menção a isso na apresentação do produto semana passada. “Presumo que a Palm iria querer tentar conquistar mercado surgindo com um produto de preço significativamente menor que os cerca de US$ 200 que a Apple quer no iPhone. Mas quando abordei com essa teoria o CEO da Palm, Ed Colligan, ele olhou para mim como se eu tivesse urinado em seu carpete: ‘Por que faríamos isso se temos um produto significativamente melhor?”, perguntou ele, virando as costas e indo embora”.
Mais detalhes, nos quais Kafka descreve as (involuntárias?) semelhanças entre o Pre e o iPhone, no artigo completo de Kafka.
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Tags:Apple, BlackBerry, iPhone, Palm, Pre, RIM, webOS
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Artigo publicado em segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 às 12:10 e arquivado em Notícias. Comentários a este artigo podem ser verificados através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário ou fazer um trackback de seu próprio site.
Creio que ambas sejam verdadeiras.
O cara é muito RETARDADO se acha que um smart cujo sistema operacional INTEIRO é baseado no mesmo Kit que a Apple usou para fazer O WEB BROWSER. Na minha opinião, a única vantagem real é potência de hardware, algo que será facilmente anulado com o novo iPhone, que chegará juntinho com o Pre e o N97, provavelmente no meio do ano.
Mais uma manifestação de excesso de autoconfiança de um homem que há anos não faz rigorosamente nada digno de nota, a não ser conduzir sua empresa para o buraco.
Foi esse mesmo Colligan que, quando o iPhone ainda era um mero rumor, desdenhou da capacidade da Apple de produzir o que o mundo hoje conhece como a maior revolução na história da telefonia móvel ao dar uma desastrada declaração que hoje integra os anais das maiores piadas do mundo da tecnologia: “Aprendemos e lutamos por alguns anos para descobrir como fazer um celular decente. Os caras do PC simplesmente não saberão fazê-lo. Não vão conseguir” (Ed Colligan, CEO da Palm, 16 de novembro de 2006). (Veja uma compilação das previsões mais desastradas sobre o iPhone neste comentário.)
Quanto mais lemos notícias vindas da Palm, mais podemos ter certeza de que ela anseia por ser comprada.
A propósito:
“Temos promovido o estado-da-arte em cada faceta do design. (…) Temos inovado nisso como loucos nos últimos anos e já requisitamos mais de 200 patentes de todas as invenções contidas no iPhone. E pretendemos protegê-las” (Steve Jobs, CEO da Apple, na apresentação do iPhone, 9 de janeiro de 2007).
One more thing:
Estamos próximos da data em que a Apple fará mais uma conferência de anúncio de resultados de trimestre fiscal. Apesar do cenário de turbulência econômica mundial, espero que a Apple surpreenda Wall Street, como de hábito. No início de dezembro a firma de pesquisa de mercado Needham & Co. constatou que o iPhone já dominava quase 30% do mercado de smartphones dos EUA. Isso significa que cada vez mais gente quer o iPhone tal como ele é.
Você já viu foto do novo Palm Pre? Se não, abra o artigo de Kafka, tem uma lá. Note que, tal como quase todo desiludido concorrente quero-ser-iPhone, o Pre também é dotado de teclado físico recheado de múltiplos minúsculos botõeszinhos plásticos. No entanto, a crescente popularidade do iPhone com teclado virtual na tela ao invés de teclado físico indica uma tendência de mudança na preferência do usuário.
Não lhe parece interessante como a concorrência insiste em apostar contra uma tendência? Ela parece não acreditar no que vê nos números. Se a popularidade do iPhone cresce dia após dia, se a concorrência quer seguir o rastro desse sucesso e se o iPhone não tem teclado físico, por que teimam em dotar seus produtos de uma característica específica que o produto mais imitado não tem? Se o teclado virtual fosse tão rejeitado pelo usuário a ponto de justificar a insistência no lançamento de novos produtos dotados de teclado físico, a popularidade do iPhone não cresceria dia a dia.
Para mim, isso diz uma de duas coisas:
– A concorrência não sabe ouvir o consumidor;
OU
– A Apple é mestre na arte de sentir os desejos do consumidor e atendê-los.
Acho mais provável a segunda hipótese.
Bom, a PALM virou follower, este celular precisará de volume de vendas para se pagar e, se mais caro que os demais aparelhos rivais, deverá ter um excelente atrativo ou compensação para justificar sua compra também pelos “não fieis” à marca, caso contrário poderá ser um excelente aparelho, mas “micado” pelo seu custo e atraso no mercado (Acredito que a Palm é outra empresa que começou a trabalhar em seu iphone-killer considerando, como meta de preço de varejo, os USD 399,00 da primeira primeira versão do iPhone).