ESTE SITE ESTÁ À VENDA
Faça sua oferta aqui
 
« iTunes ganha interface 'limpa' e rede social »     ...     « Lançamento de Ping estremece relação entre Apple e Facebook »     ...     « Em tráfego de dados, Android e Linux perdem para aparelhos com iOS »     ...     « Teste de velocidade no iPhone 3G: iOS 4.0 contra iOS 4.1 »     ...     « TIM faz 'degustação' do iPhone 4 a partir de amanhã »     ...     « Rede social da Apple precisa de ajustes »     ...     « Aplicativo para iPad mostra a localização dos centros da Nasa »     ...     « Primeiras impressões: testamos os novos iPods »     ...     « Os 10 melhores programas para Mac »     ...     « Novos iPods Shuffle e Nano chegam ao Brasil em 2 semanas »     ...     « Anatel homologa iPad 3G para venda no Brasil »     ...     « Livraria Saraiva lança plataforma de livros digitais para iPad »     ...     « Loja on-line da Apple supera a marca de 250 mil aplicativos »     ...     « App Store bate novo recorde e mantém liderança isolada no mercado »     ...     « App Store atinge a marca de 6.5 bilhões de downloads »     ...     « Steve Jobs apresenta mudanças no iPod »     ...     « Steve Jobs apresenta versão menor e mais barata da Apple TV »     ...     « Apple cria locadora virtual de filmes e renova linha de iPods nos EUA »     ...     « Apple atualiza linha de iPods, mas deixa Classic de fora »     ...     « Novo iPod Shuffle: os botões estão de volta! »     ...     « Apple apresenta iOS 4.1 com correções para bugs do iPhone 4 e 3G »     ...     « Windows Live Sync (ou será Live Mesh?) chega à plataforma Mac »     ...     « Orquestra de iPads apresenta aplicativo musical »     ...     « Apple planeja utilizar tecnologia em que metais se comportam semelhante ao plástico »     ...     « Capa para iPhone funciona como abridor de garrafa »

 

 

Carlindo, que nunca me viu na vida, não tinha obrigação nenhuma de devolver o dinheiro com o qual paguei por mais memória para meu Mac, pois o engano foi meu. Mas ele o fez — e nem esperou receber a mercadoria de volta.

 

Por MARCELO TODARO
Editor

No início de dezembro decidi comprar um HD novo para usar como backup para meu iMac. Eu tinha um case USB para HDs padrão IDE e, para aproveitá-lo, procurei no Mercado Livre alguém que estivesse vendendo um HD IDE novo. Encontrei um de 500 GB 7200 rpm pelo menor preço dentre os anunciados e comprei.

Para meu azar, contudo, depois de transferir o dinheiro da minha conta para a do vendedor — muito bem conceituado no Mercado Livre, diga-se de passagem —, esses anúncios que você vê aí à esquerda passaram a exibir uma oferta altamente atraente: um HD SATA externo de 500 GB 7200 rpm já com case USB custando 20% menos. Quase surtei!

Depois de me recuperar da raiva, resolvi apostar na benevolência do vendedor do meu HD. Escrevi-lhe e-mail perguntando se, tendo em vista o surgimento da outra oferta, ele não concordaria em desfazer o negócio ou, pelo menos, baixar o preço da peça dele — afinal, a outra já incluia o case e era 20% mais barata. Eu sabia que era um tiro no escuro, pois o vendedor não tinha obrigação nenhuma de desfazer o negócio só para me contentar.

De fato, ele espertamente deixou para responder meu e-mail só depois de já ter despachado a peça, dizendo: “Tarde demais, já mandei”. Era a maneira ideal de me dizer “não” e segurar meu dinheiro. Tudo bem, estava em seu direito e eu não tinha do que reclamar. Azar meu.

Há poucos dias, alguém anunciou na lista Mac-BR a venda de dois pentes de memória de 1 GB cada, originais de um iMac 24″ comprado em setembro, que haviam sido substituídos por dois de 2 GB. Como eu estava mesmo pretendendo expandir a memória do meu e o preço parecia bom, acertei com ele a compra dos pentes. Mandei o dinheiro para a conta dele e ele despachou as peças.

Detalhe importante: tratava-se de uma pessoa de quem eu nunca tinha ouvido falar, sobre a qual não tinha qualquer referência e nem mesmo sabia (e continuo não sabendo) que aparência tem. Nem sequer nos falamos por telefone. Não havia um parâmetro de avaliação da idoneidade do vendedor, tipo qualificação no Mercado Livre, para que eu tivesse uma mera noção do que esperar dele. Foi uma negociação feita inteiramente às cegas, na base da aposta alta na honestidade do outro. Muito embora se saiba que a Internet está cheia de pilantras de plantão prontos para dar o golpe no primeiro otário a dar mole — e eu era um candidato ideal se ele fosse mal intencionado —, tive um sentimento claro e inequívoco de que podia confiar nele. Apesar do risco de perder meu dinheiro, algo dentro de mim garantia-me que isso não aconteceria. Há quem chame isso de intuição, mas prefiro dar a esse sentimento um nome bem mais apropriado: inspiração.

Enquanto aguardava a chegada das memórias, percebi que havia cometido um erro de principiante. Meu iMac tem dois slots de memória, cada qual ocupado de fábrica com um pente de 1 GB. Que raios eu faria com outros dois pentes de 1 GB?

Depois de me recuperar da nova raiva — desta vez causada unicamente por minha desatenção —, escrevi-lhe contando o que fizera e comentando que teria que revender os pentes que comprei dele, e por um valor até mais baixo, pois já tinha encontrado lojas oferecendo pentes novos por um valor inferior ao pago a ele (sabe-se lá de que procedência). “Dancei nessa. É para que eu aprenda a não dormir no ponto”, disse-lhe.

Mas eis que então revelou-se a luminosa nobreza do caráter daquele com quem eu havia negociado:

“Nada disso”, disse ele. “Vamos desfazer. Só te deixo o encargo dos fretes”.

Se eu já não estivesse sentado, teria caído de costas. Ele não tinha qualquer obrigação de tomar a iniciativa de propor a devolução da mercadoria e do meu dinheiro. Mas, ao contrário do vendedor do HD, pensou mais na minha conveniência — alguém que nunca viu na vida — do que na sua própria. O dinheiro, aliás, depositou de volta em minha conta antes mesmo que eu fosse aos Correios devolver as memórias!

Eu só gostaria de relembrar ao leitor as circunstâncias da história:

  1. Nunca nos vimos;
  2. Não tínhamos qualquer referência um sobre o outro;
  3. Tudo foi feito absolutamente às cegas, apostando-se na honestidade de parte a parte.

No mundo de hoje, infelizmente, é a honestidade e a integridade de caráter que viram notícia, e não o contrário.

Quando comentei com ele por e-mail que estava rascunhando um artigo em reconhecimento pela nobreza de sua atitude, respondeu: “Ah, que nada. Fiz aquilo que gostaria que fizessem comigo. Regra simples”. Muito simples, de fato, mas que o mundo sente uma sempre crescente dificuldade em seguir.

Eis porque decidi lançar mão do veículo de comunicação que é o AppleMania para reconhecer publicamente a integridade de caráter de um usuário de Mac que fez por merecer meu respeito, gratidão e profunda admiração por seu altruísmo e abnegação. Daqui por diante, quem quer que cruzar o caminho do carioca CARLINDO LAGO DA COSTA deve saber que o dono desse nome é digno de confiança. Espero apenas que a recíproca seja verdadeira. Ele não merece nada menos que isso.

Um brinde às pessoas íntegras e honradas que ainda há neste mundo — ainda mais quando são fãs do Mac! :-)

 

Bookmark and Share
Tags:, , ,
 

Fuja do lugar comum: venha para o AppleMania!

 

11 comentários para “Tributo a um honrado usuário de Mac”
  1. [...] Leia mais deste post no blog de origem: Clique aqui e prestigie o autor [...]

  2. É bom saber disso pois, infelizmente, hoje há muita gente pilantra por ai. Isso faz perceber que o mundo não está perdido como muitos dizem.

  3. Também acho que pessoas honestas merecem achar pessoas honestas, e, pelo pouco que conheço o editor, sei que ele deve ser um cara honesto e de bem.

  4. Alexandre Oliveira disse:

    Honestidade é pouco. Parabéns aos dois. Ao Carlindo pela tremenda overdose de bom senso e de camaradagem. A você por divulgar algo positivo que deveria imperar na sociedade. Hoje os meios de comunicação dão muito mais ênfase à desonestidade, deixando de divulgar aquilo que é bom e que realmente vale a pena, em troca dos sensacionalismos através das más notícias. Eu sempre digo: a sociedade tem jeito sim, desde que a povo não se venda por cestas básicas, dentaduras e gasolina e as autoridades por poder e riquezas.
    Um grande abraço.

  5. Uau! Que história, viu? :-)

    Concordo com o Alexandre Oliveira: parabéns ao Carlindo, pela honestidade (esse artigo raro) e parabéns a você, Marcelão, por compartilhar isso com o mundo, nos brindando com a oportunidade de, mais uma vez, acreditar que os bons valores não saem de moda e que vale a pena ser honesto, franco e aberto com as pessoas.

    Que outras experiências como essa se repitam muito, com todos nós.

    Beijos.

  6. Tenho sentimentos opostos ao ler este artigo.
    Fico feliz pelo modo como foi conduzido toda a negociação, legal quando encontramos pessoas que se comportam do mesmo jeito que nós, que buscamos ser honestos e justos, para termos o mesmo da vida.
    Mas tive também o sentimento triste de que infelizmente isto que ocorreu é algo raro e que até vira notícia quando acontece.
    Acho que quando chegamos neste nível, não tem como ter esperança no povo, na vida.
    Eu morei nos EUA e lá eu fazia muitas negociações pelo craiglist por exemplo, como comprar ingressos para jogos e show, peças para o meu Mac e por ai vai. E o pessoal que vendia era assim, no escuro, sem cotação sobre idoneidade, etc. Um povo com outro costume, outra educação. Claro, tudo na vida tem suas exceções, mas lá a exceção era a desonestidade.
    Como aquela velha história do jornal, que é vendido em uma caixa aonde tem-se acesso à outros mas pega-se só aquele pelo qual foi pago e todo mundo diz que aqui não daria certo pois o primeiro levaria toda a pilha de jornais pelo preço de 1.
    Pois é, educação do povo, nosso povo é assim, ‘esperto’. Por isso digo, podem trocar o presidente, os políticos, etc, isso vem do povo e nosso povo infelizmente não sabe como agir com honestidade e educaçào, somo da turma do cada um por si e Deus só para mim também.

    De novo, fico feliz pelo caso, mas triste por isso ser motivo de matéria, pois deveria ser um ato mais do que normal.

    Um abraço e eu sempre estou aqui, acompanhando notícias do mundo da maçã.

    :)

  7. Humbs disse:

    Para quem tem curiosidade em ver o personagem bem-afamado acima, o Sr. Carlindo, segue uma matéria sobre ele no O GLOBO:

    http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2008/06/16/fas_do_mundo_apple_gerente_financeiro_defende_conceito_livre_de_aporrinhacoes_-546822800.asp

    Parabéns Carlindo, faço algumas compras no ML e sempre me pergunto porque sempre me arrisco tanto.

    Acho que a resposta pode ser essa aí acima, confiar no ser humano pode, algumas vezes, ser surpreendente e prazeroso.
    Abraço a todos.

  8. Edgard disse:

    É disto que o mundo precisa, pessoas honestas e sensatas como o Carlindo e de reconhecimento como a aqui relatada por Marcelo Todaro, que valoriza o que mais precisamos hoje RESPEITO PELO SER HUMANO DE BEM!!!!

  9. Pablo Lima disse:

    O cara foi realmente bondoso e merece todos os aplausos, considerando que o erro foi do comprador mas, essa coisa de comprar e continuar procurando um produto igual ou inferior por um preço menor e ficar usando como argumento para barganhar um desconto é, realmente, desconfortável para quem vende e anti-ético para quem compra.

    O ideal, e correto, e pesquisar bem antes de comprar.

  10. Johnny Bravo disse:

    Pablo,

    Se você reler o texto do editor com calma e atenção, verá que ele não disse que comprou e “continuou procurando um produto igual ou inferior por um preço menor”. Isso não está escrito em lugar algum do texto.

    Cuidado com os julgamentos precipitados!

  11. Lucas (luke) disse:

    “isso vem do povo e nosso povo infelizmente não sabe como agir com honestidade e educaçào”.

    Você sabe qual é a diferença de impostos entre o Brasil e a Suécia? Quase nada.
    Você sabe qual é a diferença, portanto, de preço de produtos imoprtados entre Brasil e Suécia? Idem.

    Agora, você sabe qual é o PIB per capita da Suécia? $55,000.
    O do Brasil? 7,000

    O Índice de Gini do Brasil? Alto
    Da Suécia? Baixo

    A saúde pública da Suécia é melhor q a particular do Brasil. O mesmo vale para educação. A Suécia tem apenas 9 milhões de habitantes. Isso é menos que população da cidade de São Paulo! Mesmo assim, as estradas da Suécia são impecáveis. Olha pra nossa BR-116!

    Mais de 60% da população possui Volvos. Lembrando que o mais barato deles, o C30, um “hatch de luxo”, custa (nos EUA) R$48,000. Muitos outros possuem BMWs, Audis, etc…

    Q diferença faz a cultura de um povo!

  12.  

 

Copyright © 2007-2010 AppleMania.info. Todos os direitos reservados.
A correta visualização deste site requer navegador compatível com os mais elevados padrões da Internet e está assegurada com os navegadores
Apple Safari, Google Chrome, Mozilla Firefox, Mozilla SeaMonkey, KDE Konqueror e Opera em resolução mínima de 1024 x 768.
Get Adobe Flash player