O iPhone tem muitas patentes únicas e defensáveis e isso vai assegurar que o produto desenvolvido pela Apple não seja clonado da mesma forma que a Microsoft copiou o Macintosh.
“De acordo com uma baciada de entendidos de boca grande, a Apple anunciou a patenteada propriedade do termo ‘multitoque’ e agora vai acabar com o futuro que todos merecemos forçando toda concorrência a parar de usar um conceito básico que já era amplamente usado bem antes de a Apple ter demonstrado o iPhone. Estão todos errados. Eis porquê”, escreve Daniel Eran Dilger em artigo publicado no RoughlyDrafted.
Para Dilger, todo blablablá em torno da patente multitoque da Apple é uma mera questão de ignorância combinada com preguiça de blogueiros e jornalistas que colocam no assunto o peso de suas próprias opiniões sem terem qualquer noção quanto ao que dizem nem se importarem em fazer uma pesquisa básica para saber se o que pensam ter em mãos corresponde aos fatos.
“A Apple patenteou alegações específicas concernentes a como ela implementa o comportamento de sensibilidade a toque para prover uma interface significativamente melhorada. O nome da patente diz tudo: ‘Aparelho, método e interface gráfica com tela sensível a toque para determinar comandos por heurística aplicada’. Ela está falando de um método único de determinação de como os dedos do usuário tocam a tela para decidir se o movimento deve resultar em uma rolagem para cima ou para baixo ou em qualquer direção. Isso capacita o navegador Safari do iPhone a, por exemplo, manter de forma inteligente a rolagem para cima ou para baixo em uma coluna de texto quando parecer que o usuário pretende apenas rolar para cima ou para baixo, mas permitindo que o usuário role livremente por toda a página quando começar a tocar a tela de modo diferente”, explica Dilger.
Para Dilger, esse procedimento é tão inteligente e intuitivo que poucos usuários se dão conta de que a Apple desenvolveu um software especial só para perceber o que o usuário tem a intenção de fazer. “Agora que a Apple lançou o iPhone com todos esses comportamentos inteligentes, é muito mais fácil copiá-los do que desenvolver um smartphone que funcione de modo tão inteligente, tal como a Microsoft copiou muitos dos quase imperceptíveis comportamentos inteligentes que fizeram do Macintosh original um computador inovador e original com interfaces gráficas como as desenvolvidas pela Xerox antes dele”.
Dilger acha que as patentes da Apple são valorosas, mesmo quando — ou especialmente quando — se lida com outras empresas da indústria dos smartphones. “Outros fabricantes de smartphones encaram como sendo de seu melhor interesse evitar violar quaisquer patentes que pareçam únicas e potencialmente defensáveis. O iPhone tem muitas delas e isso vai assegurar que o produto desenvolvido pela Apple não seja clonado da mesma forma que a Microsoft copiou o Macintosh”.
Muito mais detalhes no extenso e altamente recomendável artigo completo de Dilger.
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Tags:Apple, iPhone, Macintosh, Microsoft, Xerox
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