Vender o iPhone através de mais operadoras e negociar pacotes mais baratos estão entre as sugestões de colunista que acha que a Apple precisa tomar da RIM o trono de maior vendedora de smartphones.
“Embora a Apple seja a líder em tecnologia para smartphones, não é a líder em vendas nesse segmento. Esse mérito ainda é da Research In Motion (RIM), fabricante do BlackBerry. Nesse mercado, vendas e participação contam”, diz Dan Frommer em artigo publicado no Business Insider.
Ele lembra que, em média, 2,6 milhões de unidades do BlackBerry foram despachadas por mês no trimestre terminado em fevereiro, ou um total de 7,8 milhões nos três meses. No trimestre fechado em dezembro a Apple embarcou 4,4 milhões de iPhones, ou 1,5 milhão por mês em média. Aparentemente a RIM ultrapassa a Apple em cerca de 1 milhão de unidades por mês, observa ele.
Frommer aponta algumas atitudes que a Apple pode tomar se quiser reverter essa situação:
- Vender o iPhone através de mais operadoras, especialmente nos EUA;
- Negociar pacotes de serviço mais baratos com as operadoras, de modo que mais pessoas possam comprar o iPhone;
- Possivelmente oferecer um modelo de iPhone com teclado físico deslizante;
- Melhorar o programa de e-mail do iPhone.
“Esse seria um bom começo. Outras melhorias, como aplicações sendo executadas em segundo plano, poderiam ajudar, mas não parece haver muita gente desprezando a Apple em favor da RIM só para rodar a aplicação Pandora em segundo plano. Na verdade, a Apple está definitivamente dando um chute no traseiro da RIM em termos de lucratividade, experiência e satisfação do usuário, plataforma de aplicações e projeto de hardware e software. E a RIM tirou proveito da promoção pague-um-leve-dois, que tornou seu trimestre de fevereiro mais suculento. Mas este é um jogo que a Apple pode e deve ganhar — e, no momento, não está”, pondera Frommer.
Leia mais, incluindo a explanação para cada um dos ítens relacionados acima, no artigo completo de Frommer.
Tags:BlackBerry, iPhone, RIMArtigos relacionados
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Vamos aqui fazer um jogo de imaginação: quantas unidades vendidas dos “smartphones” da RIM serão capazes de acessar a cara e desajeitada loja de aplicações da RIM, loja essa que exige que o usuário compre aplicações somente via PayPal?
Resposta: apenas os BlackBerries rodando a versão 4.2 ou superior de seu SO e que sejam dotados de trackball ou de tela (clique, clique! cliiiiiiiiiiiiiique!) “SurePress”.
Enquanto isso, cada um dos 4,4 milhões de iPhones vendidos no período funciona perfeitamente bem na loja de aplicações da Apple, que é, de longe, a maior e melhor loja online de aplicações para smartphones do mundo.
E essa tal promoção pague-um-leve-dois da RIM? Não parece um ato desesperado de quem não consegue competir com o iPhone por méritos próprios e, por isso, sente-se na necessidade de distribuir BlackBerries de graça se quiser inflar seus números e empurrá-los no mercado?
Os primeiros dois ítens da lista de Frommer parecem óbvios. O terceiro seria uma volta ao Séc. XIX, coisa para a qual a Apple não tem estômago. O quarto, esse sim, é o único que a Apple deveria levar a sério (e está, como Frommer reconhece em seu artigo original), embora, mesmo do jeito que está, o iPhone envie e receba e-mails normalmente, obrigado.
A primeira e a ultima são vitais… Primeiro que monopólio só faz mal para o usuário, para economia e para a evolução. A segunda ocorre naturalmente com a existência de concorrência…
Olha o teclado é um caso inútil… Afinal o usuário é comum, e pior ainda é uma pedra rssrr