Numerosos erros de cálculo e decisões impróprias ameaçam a esperança de ressurreição da Palm. Se o Pre não for algo sequer próximo da perfeição, a empresa pode ter problemas.
“Suponha que alguém arranque a carroceira de seu carro e coloque uma diferente, sendo que por baixo ele continua igual. Seria o mesmo carro? Similarmente, é justo comparar a Palm de hoje com a Palm do passado para prever seu futuro? Acho que não”, diz David Coursey — que ajudou a lançar o Palm Pilot original — em artigo publicado no site da revista PC World.
Para ele, é importante perceber que a Palm de hoje é uma principiante. “Por quê? Porque a Palm que fez coisas boas, até ótimas, desapareceu há alguns anos com o desabamento de suas vendas e sucessivas equipes de executivos que conduziram-na ao chão. (…) Acho que o Palm Pre é uma novidade importante, mas não entendo toda essa gente que está salivando por ele. Eis uma verificação de realidade do porquê o Pre é ‘a próxima grande coisa’ apenas em um sentido limitado”.
5. “A Palm é, verdadeiramente, uma iniciante. Esqueça a história, tire o nome e você tem a Palm de hoje. Embora ela tenha reunido uma equipe enormemente talentosa, iniciantes podem quebrar a cara. Não é um prognóstico, mas se o Pre não for algo sequer próximo da perfeição a empresa pode enfrentar problemas, especialmente se um recall de hardware for necessário”.
4. “A capacidade de rodar múltiplas aplicações simultâneas será importante ao longo do tempo. Mas é um recurso que outros smartphones (…) já possuem”.
3. “Ao contrário da Palm de ontem, a de hoje não tem experiência em lidar com desenvolvedores. Uma grande loja de aplicações e de música é um grande atrativo para o sucesso do iPhone. Pode passar um tempo até que a Palm tenha uma e muito tempo até que supere a da Apple”.
2. “O teclado do Pre pode ser sua ruína. Tanto quanto não gostei do teclado virtual da Apple quando meu primeiro iPhone chegou, acabei gostando da simplicidade de um aparelho que não precisa ser aberto ou que se puxe alguma coisa para fazê-lo funcionar. Além do mais, se alguém quiser um teclado, já existe o BlackBerry”.
1. “As finanças da Palm não lhe permitem concorrer com empresas maiores. Isso pode ser um problema. A Palm pode conseguir vender todos os Pre que puder produzir, mas será o suficiente para suprir a demanda ou, pior, convencer desenvolvedores a fazer aplicações para o Pre?”
Leia mais no artigo completo de Coursey.
“Em 6 de junho a Palm vai lançar o Pre, um smartphone que muitos esperam representar a ressurreição de uma empresa há muito caída na desgraça. Mas numerosos erros de cálculo e decisões impróprias ameaçam essa ressurreição”, diz William Hurley em artigo publicado no site da revista BusinessWeek.
Ele lembra que a Palm vem trombeteando o Pre desde a última edição do evento Consumer Electronics Show, em janeiro, quando passou a cortejar a comunidade de desenvolvedores de software para que criasse todo tipo de aplicações que tornariam o Pre útil e divertido para uma ampla gama de usuários.
“Eu deveria saber. Liderei as tentativas iniciais de organizar e tocar a comunidade. Nosso principal evento, o preDevCamp, reuniu em torno de 1000 desenvolvedores voluntários em mais de 85 cidades do mundo. Antes que esses esforços pudessem dar frutos, ficou claro para mim e outros líderes que o entusiasmo inicial da Palm em relação à comunidade foi, na melhor das hipóteses, exagerado. Eu e alguns de meus colegas desistimos da Palm após uma série de eventos que têm sido extensamente discutidos. Não vou entrar em detalhes aqui, mas não cremos que tenhamos o apoio da Palm que precisaríamos para garantir o sucesso”, conta Hurley.
Ele critica a Palm dizendo que empinar o nariz para uma leal base de desenvolvedores nunca é uma boa idéia. “Tal decisão, combinada com o nível dos requisitos mínimos necessários para escrever aplicações para o [sistema operacional] WebOS, podem resultar numa abundância de aplicações pobremente escritas lançadas às pressas por novos desenvolvedores”.
No que diz respeito ao consumidor, Hurley acha que haverá desapontamento com o preço do produto. “O preço do Pre começa em US$ 199 após rebates e um plano de serviço [com uma operadora celular] — quase exatamente o mesmo que custa o iPhone pela AT&T. Se você pode gastar US$ 199 num celular na economia de hoje, compraria um que já está no mercado há dois anos, vendeu mais unidades que o Motorola Razr e tem o suporte de dezenas de milhares de aplicações disponíveis ou compraria um aparelho não aprovado de uma empresa que enfrenta o risco de extinção ou, pelo menos, de irrelevância?”
Muito mais detalhes no artigo completo de Hurley.
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Eu gostaria de comentar dois pontos do artigo de David Coursey:
1. Quando ele diz que as finanças da Palm não lhe permitem concorrer com empresas maiores, está simplesmente repetindo o que venho dizendo desde janeiro!
2. No original em inglês, no ítem 4 ele na verdade diz:
“A capacidade de rodar múltiplas aplicações simultâneas será importante ao longo do tempo. Mas é um recurso que outros smartphones, exceto o iPhone, já possuem. Quando a multitarefa se tornar indispensável para as massas, a Apple a terá“.
A Apple já a tem, Dave. Tem estado no iPhone desde a versão 1.0, só não está ativada. A Apple a ativará para os desenvolvedores quando processadores e baterias puderem suportar a carga apropriadamente. Ao contrário da Palm, a Apple não é uma empresa morta que precisa impressionar a opinião pública com recursos que prometem muito e cumprem pouco.
Fora a questão das finanças, esses aí não são nem de longe os principais motivos pro Pre ser a falha iminente…
Pelo que ví eu gostei do Pre. Por isso vou começar a desenvolver software para ele. Já estou desenvolvendo para o iPhone, mas o Palm também parece uma ótima plataforma.
Pessoal, desde ontem vem saindo diversas resenhas muito favoráveis, e até entusiasmadas como a do Engadget, sobre o Pre. Por que vocês não publicam posts sobre elas também?
[]s
Também acho legal mostrar os dois lados.
Atendendo a pedidos:
http://applemania.info/?p=3923
Só tenho a dizer que do que vi até agora eu gostei, e muito. Simplesmente não tinha visto ainda uma interface tão clean e intuitiva como a do iPhone. Com sucesso ou não, os caras da Palm estão de parabéns só por isso, de começo.
O que eu mais gostei no Pre é a fácilidade do desenvolvimento. No iPhone só podemos usar Objective-C, a não ser que utilizemos um framework pra usar outras linguagens. Objective-C é uma linguagem dificil de aprender, já no Pre podemos utilizar HTML sem usar nada de terceiros, que é a linguagem mais fácil de se aprender.
Objective-C é difícil de aprender? Poderia explicar por quê? Ele não era pra ser um C… objetivo?
Na verdade Objective-C é a linguagem C com orientação a objetos, acesso a Cocoa/Cocoa touch e etc. Na verdade Objective-C é um superset da linguagem C e não uma linguagem de programação. O problema é que a sintaxe da linguagem é muito diferente da maioria.
Sei que todos os desenvolvedores sabem que o pre virar um iphone vai ser algo perto da ficção, porem caso a palm realmente consiga dar essa virada de mesa, bom, ai o bicho vai pegar, porque o que fez a palm crescer não foram os usuários finais, e sim os milhares de desenvolvedores espalhados pelo mundo que detem o poder de influenciar grande parte do mercado corporativo.
Tá, tá, tá, eu confesso. A palavra palm soa como uma canção para os meus ouvidos, e e como se fosse possivel encontrar aguela garota que você namorou quando era adolescente e ver que ela esta ainda mais linda.
Sei que aqui e um forum de apaixonados pela apple (pra mim a apple e como se fosse minha esposa), um relacionamento serio, filhos compromissos e coisa e tal, portanto também gosto da apple mais a coisa na vida que agente nunca esquece.