Pela perspectiva tecnológica, há aparelhos por aí que até podem ter especificações maiores que as do iPhone. Mas não há nada no mercado hoje que junte tudo numa experiência de uso superior à dele.
“De vez em quando algum novo otimista chega ao mercado de smartphones fazendo barulho e capturando atenção suficiente da mídia para começar a ser chamado de ‘matador de iPhone’. A idéia por trás de tais pronunciamentos é a de que o aparelho vencedor da Apple está pronto para ser derrubado de sua posição e que o novato vai atrair todos os holofotes sobre si no mercado de smartphones. No entanto, toda vez que um suposto ‘matador de iPhone’ chega ao mercado, suas vendas são bem menores que as do iPhone”, comenta Brad Reed em artigo publicado no Network World.
Reed chama a atenção para o mais novo desafiante a ganhar a dúbia distinção de matador de iPhone em potencial, o Palm Pre. “No fim de semana de lançamento do aparelho nos EUA, analistas estimaram que o produto vendeu entre 50 mil e 100 mil unidades. (…) O novo iPhone 3GS vendeu mais de 1 milhão de unidades nos primeiros dois dias de disponibilidade no mercado”.
Como prêmio de consolação, Reed diz que a turma da Palm não deve se sentir tão mal a respeito das vendas comparativamente pífias do Pre, considerando que outros smartphones igualmente tidos como matadores de iPhone, como o BlackBerry Storm, o Samsung Instinct e o HTC G1 baseado no Android, também falharam em ofuscar o brilho do aparelho da Apple. “Isso pode ter deixado os demais fabricantes coçando a cabeça e perguntando a si mesmos o que precisam fazer para dar uma rasteira no iPhone. A resposta, pelo menos a curto prazo, é ‘não muito’”.
“‘Pela perspectiva tecnológica, há aparelhos por aí que podem ter especificações maiores que as do iPhone’, diz [Carolina Milanesi, analista do Gartner Group]. ‘Mas não há nada no mercado hoje que junte tudo numa experiência de uso superior à do iPhone’”, relata Reed.
Um dos pontos fortes do iPhone é a facilidade de desenvolvimento de software para ele por terceiros e a venda desses programas por meio da loja online da Apple, destaca Reed. “Desde seu lançamento oficial no ano passado, a App Store já vendeu mais de 1 bilhão de cópias das aplicações na loja que oferece mais de 50 mil diferentes opções de programas à escolha do usuário. A Palm, por outro lado, disse recentemente que está atrasando o lançamento ao público do kit de desenvolvimento de software para seu webOS até o fim do verão, significando que muitos desenvolvedores independentes não poderão criar novas aplicações para o Pre por pelo menos alguns meses”.
A única empresa que chegou perto de se igualar à Apple nesse sentido foi a Google, nota Reed, que lançou seu kit de desenvolvimento de software para seu sistema operacional para celulares Android meses antes da Apple. Mas, como o Android é um sistema operacional que não está atado a nenhum aparelho em particular, não conseguiu alcançar a ampla popularidade do iPhone, observa.
“A curto prazo, parece que a única forma de algum fabricante conseguir atropelar o iPhone ao invés de simplesmente seguir atrás dele é criando um produto que seja revolucionário como ele. Uma possibilidade é o ‘celular videogame’ que há muito rumoreja-se que está sendo desenvolvido pela Sony. Até o momento as especulações dizem que o produto seria baseado no PlayStation Portable da Sony e ofereceria uma experiência de uso em jogos mais forte que qualquer coisa oferecida pelo iPhone. Mas Milanesi diz que até essa proposta é arriscada, já que muitos jogadores podem decidir que preferem uma plataforma móvel de jogos que não tenha a distração adicional de ser seu principal dispositivo de comunicação”, relata Reed.
Leia mais no artigo completo de Reed.
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