“Há alguém realmente precoupado com a situação da saúde de Jobs? Não estou convencido disso, em parte porque creio ser o prurido, e não legítimas preocupações financeiras, o que leva tanta gente a se interessar pela doença dos outros”.
“No próximo mês de fevereiro, quando Steven P. Jobs — bate na madeira — fizer sua grande aparição na Macworld, a turma da futilidade provavelmente vai querer ver o que não estará em exibição”, diz David Carr em artigo publicado no site do jornal The New York Times.
Nem o pâncreas, nem o fígado de Jobs serão exibidos ao público para serem escrutinados, comenta ele. “Ele não vai mostrar seu pâncreas para que a multidão o examine em busca de câncer recorrente. Não haverá uma imagem gigante de seu recém transplantado fígado para que procurem por sinais de rejeição. E, apesar da febre por tudo que diga respeito ao Mac, não haverá uma aplicação para iPhone que mostre a saúde de Jobs em tempo real, incluindo taxas de glicose no sangue, pressão sanguínea e contagem de células brancas. Idiotice? Claro, mas nada muito diferente do clamor da mídia por ocasião de seu retorno ao trabalho semana passada”.
Carr acha que o motivo pelo qual a saúde de Jobs desperta tanta atenção na mídia não é a alegada defesa dos interesses dos investidores. “Há alguém realmente precoupado com a situação da saúde de Jobs? Não estou convencido disso, em parte porque creio ser o prurido, e não legítimas preocupações financeiras, o que leva tanta gente a se interessar pela doença dos outros. Não é à toa que saúde é um assunto dos mais particulares e a Securities and Exchange Commission nunca puniu uma empresa por não divulgar problemas de saúde. Em parte, todos compramos, vendemos e negociamos ações sem saber do estado da saúde das pessoas”.
“Seu status de celebridade no momento atual é relevante para o clamor pela divulgação total. É o mesmo senso de direito que leva muitos a acharem que é certo e apropriado pensar que a medula dos ossos de Michael Jackson pertence aos vivos. Há a expectativa de que, se você é rico e famoso, vai abrir uma veia e deixar seu sangue jorrar sobre todo mundo. Farrah Fawcett convidou todos para seu leito de morte conforme morria de câncer no ânus e, em troca, recebeu a falsa adoração de milhões. Mas Steve Jobs não quer seu amor. Quer que você compre seus produtos”, pondera Carr.
Leia mais no artigo completo de Carr.
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Era uma boa hora para a própria AppleMania tirar todos os artigos que dizem respeito à saúde do Jobs do ar, né?
Pois é… Soa um pouco hipócrita a noticia da NY Times e de muitas outras que dizem que ninguém tem nada a ver com a saúde do Jobs.
Tudo bem, não é fora da lei Jobs esconder seu estado de saúde. E é obvio que na realidade praticamente ninguém está realmente preocupado com a saúde de Jobs (eu pessoalmente não tive nenhuma resposta sentimental ao caso em questão).
Foi um simples caso de princípios que diz respeito aos acionistas decidirem se gostaram ou não…
Virou noticia, são ócios do ofício. Jobs com certeza não está surpreso. Talvez não tivesse virado o que é agora se Jobs tivesse declarado, mas isso são possibilidades e uma opinião pessoal minha.
Rômulo, você quis dizer “ossos do ofício”, não?
Perdão. Sabia que era uma das 2, mas de madrugada não me dei ao trabalho de tirar a prova.
Isto reflete a minha opinião, já expressa em outro topico anterior.