Roger McNamee disse que, por causa do Palm Pre, ninguém estaria usando um iPhone depois que expirasse o contrato de dois anos com a operadora AT&T dos primeiros iPhones. No entanto, as estatísticas o desmentem espetacularmente.
“Sabe o que é lindo? 29 de junho de 2009 é o aniversário de dois anos do lançamento do iPhone. Nenhuma daquelas pessoas estará usando o iPhone um mês depois, disse Roger McNamee, cofundador da Elevation Partners (dona de grande parte da Palm). Esse mês venceu [ontem]“, diz MG Siegler no TechCrunch.
Para ele, se houvesse um prêmio para quem dá os maiores foras do mundo ao melhor estilo Steve Ballmer (CEO da Microsoft), ninguém ganharia de McNamee este ano — ou esta década.
“Antes que eu mergulhe em qualquer tipo de análise, digo que a afirmação de McNamee é falsa. Por quê? Porque comprei o iPhone original em 29 de junho de 2007 e ainda uso um iPhone hoje. Eis algo mais em que pensar: segundo estimativas, a Apple vendeu algo entre 250 mil e 500 mil iPhones no primeiro fim de semana de vendas em 2007. As últimas estimativas sobre as vendas do Pre dizem que ele vendeu cerca de 300 mil unidades até o fim de junho. É totalmente possível que jamais tenha havido tantos Pres vendidos até hoje do que se vendeu iPhones apenas durante seu primeiro fim de semana. Isso não faz a afirmação de McNamee parecer ruim: faz parecer impossível”.
Ainda referindo-se à afirmação de McNamee de que, por causa do Pre, ninguém estaria usando o iPhone ao expirar o contrato de dois anos com a operadora AT&T dos primeiros iPhones vendidos, Siegler diz que o comentário é ainda mais risível hoje do que foi há um mês. “A realidade é muito diferente. Não só é provável que muitas das pessoas que compraram o iPhone original ainda esejam usando um, como também que tenham feito upgrade uma ou duas vezes para modelos mais novos. E, claro, há milhões de novos usuários acrescentados a essa conta desde então, incluindo os milhões recém-chegados com o lançamento do iPhone 3GS, que chegou depois do Pre”.
Após comparar os números de vendas de ambos os aparelhos — números esses que são amplamente favoráveis ao da Apple —, Siegler concentra-se na severa discrepância observada entre as respectivas lojas de aplicações. “Embora não seja totalmente justo comparar as duas plataformas por suas lojas de aplicações, a enorme diferença não pode ser desprezada. O iPhone lançou sua App Store há um ano, que foi um ano após o lançamento do primeiro iPhone. Portanto, já havia uma base instalada, que é uma das razões pelas quais os downloads de aplicações para iPhone destróem os downloads para o Pre. Mas, ao mesmo tempo, a App Store para o iPhone foi lançada com 500 aplicações, enquanto o App Catalog do Pre conta com anêmicas 32 quase dois meses após o lançamento. O número é tão risivelmente baixo que, quando duas novas aplicações foram lançadas [nesta quarta-feira], o fato virou manchete“.
Em seu artigo, Siegler afirma que McNamee sabia que sua afirmação era um mero blefe, tanto que a Palm teve que enviar às autoridades do governo americano esclarecimentos sobre o que McNamee tinha a intenção de dizer. “Legal, então por que não começamos todos a fazer declarações atrevidas para depois enviar à SEC uma nota retirando o que dissemos? Mas esse é o motivo pelo qual estamos aqui: para espinafrar quem diz coisas idiotas mesmo que depois se retratem junto à SEC”.
“O fato é que o iPhone permanece sendo o smartphone mais quente e, talvez, a plataforma mais quente do planeta no momento. A Apple já vendeu cerca de 25 milhões de iPhones. A Palm vendeu provavelmente menos de 500 mil Pres — número que a [operadora] Sprint nem mencionou em seu último balanço financeiro. Mas, qualquer que tenha sido esse número, não foi o suficiente para interromper a sangria de clientes no último trimestre”, observa Siegler.
Leia mais no artigo completo de Siegler.
Tags:Elevation Partners, Palm, Pre, Roger McNameeArtigos relacionados
Fuja do lugar comum: venha para o AppleMania!


Posts (RSS)