Apple ganhou folgada vantagem por ter sido pioneira com um aparelho com as características do iPhone, diz analista. Empresa consome 20% de todo suprimento mundial de memória flash NAND, dando-lhe tremenda vantagem na compra do componente.
“A Apple ‘deverá ser capaz de crescer mais rápido que a média dos fabricantes de aparelhos de mão sem ter que baixar preços’, conclui Toni Sacconaghi, analista da Sanford Bernstein, em nota [desta terça-feira, 4] na qual elevou sua estimativa de preço para as ações da Apple de US$ 165 para US$ 185 cada ação. Sacconaghi recomenda a compra das ações da empresa”, relata Tiernan Ray no blog de economia e finanças Barron’s do The Wall Street Journal.
Segundo Ray, Sacconaghi observa que a Apple detém apenas 8% do mercado global de smartphones, mas faturou sozinha 32% do lucro dessa indústria no primeiro semestre deste ano. “A Apple teve margem de lucro operacional de 40% com os aparelhos no primeiro semestre, contra 11,3% da Nokia, 20,7% da Research In Motion, -18,5% da Sony-Ericsson, 10,5% da Samsung, -21% da Motorola e uma média de meros 7,1% do restante”.
Ray diz ainda que, segundo Sacconaghi, a Apple ganhou folgada vantagem nessa área por ter sido de certa forma pioneira com um aparelho com as características do iPhone. “Em outras palavras, a Apple é um tipo de Microsoft dos smartphones. Sem mencionar o fato de que a Apple consome 20% de todo suprimento mundial de memória flash NAND, o que, observa Sacconaghi, dá a empresa tremenda vantagem como compradora de componentes”.
Leia mais no artigo completo de Ray, no qual questiona a ilógica metodologia usada por Sacconaghi para calular o preço-alvo das ações da Apple.
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Artigo publicado em quarta-feira, 5 de agosto de 2009 às 11:07 e arquivado em Notícias. Comentários a este artigo podem ser verificados através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário ou fazer um trackback de seu próprio site.
É bom lembrar que smarphones já existiam antes do iPhone, mas eram um lixo comparados a ele. Isso explica porquê toda a indústria o está imitando. A Apple redefiniu e continua redefinindo mais uma indústria.
Agora, a correção de um erro na argumentação de Sacconaghi: após dizer que a Apple ganhou folgada vantagem nessa área por ter sido de certa forma pioneira com um aparelho com as características do iPhone, prosseguiu dizendo que, em contraste, a empresa ainda está patinando no mercado de PCs. Mas, intencionalmente ou não, Sacconaghi ignorou o fato de que, mesmo durante uma forte recessão, a Apple vendeu mais computadores que a média dos demais fabricantes. E assim tem sido nos últimos anos, resultando na reconhecida tendência de conquista de mais e mais mercado.
O que aconteceu no início do negócio de computadores da Apple não foi a concorrência com alguém que ganhou vantagem por ter sido pioneiro com um produto com características únicas, e sim uma combinação de (1) concorrência com um imitador mentiroso, (2) expulsão de seu próprio fundador e (3) pressão de advogados incompetentes para que seus sucessores assinassem contratos temerários, incluindo o Pai de Todos os Contratos Idiotas: aquele que, basicamente, deu a jóia da coroa da Apple (a interface gráfica do Mac) à Microsoft em caráter permanente. Pelo menos a Apple conseguiu manter a lixeira no desktop…
De qualquer forma, a Apple só seria realmente “um tipo de Microsoft dos smartphones” se:
– Examinasse de perto o Windows Mobile por um período de onze anos e, após várias tentativas infelizes, finalmente conseguisse uma versão que considerasse “boa o bastante”;
– Fizesse a Microsoft assinar um contrato podre que lhe permitisse criar uma cópia malfeita de uma interface gráfica inteiramente baseada no trabalho da Microsoft;
– Cobrisse sua m(*) de interface gráfica com um sistema operacional raquítico dotado de Registro;
– Lançasse essa joça em hardware barato ignorando totalmente a Microsoft, exceto quando fosse publicamente ridicularizada por ela e proclamasse ser uma grande inovadora, cobrindo o planeta com um sistema operacional inseguro, frustrante e nada original, obrigando o usuário a clicar num botão “Iniciar” se quisesse desligar;
– Abusar ilegalmente de seu monopólio por anos e anos para entupir seus bolsos de dinheiro, resultando na virtual retirada da palavra “inovação” do dicionário e na inauguração da Era das Trevas na Informática (a qual, felizmente, está próxima do fim) e na aposentadoria do mentiroso-chefe, meticulosamente substituído por um bufão suador fazedor de macaquices e com uma língua maior que a boca.
A Apple não é nenhuma Microsoft dos smartphones. Ela é a Apple dos smartphones. Tão logo esses “analistas” percebam isso, perceberão também que o preço alvo das ações da Apple calculado por eles está ridiculamente baixo. Não se pode ter analistas competentes quando não se consegue compreender a história toda antes de escrever a analyse du jour. Um exemplo: a verdadeira história explica muito bem por que não é nenhuma surpresa o Macintosh ainda existir e estar roubando mercado do Windows. Ninguém que conheça a história deve se surpreender com o fato de o Mac ter sobrevivido e estar bombando hoje em dia.
Independente de ter elevado o preço-alvo das ações da Apple, ainda que de maneira débil, Toni Sacconaghi é um tolo. Sempre foi e, pelo jeito, sempre será.
Foi apenas uma comparação de tamanhos de mercado, a MS é massivamente dominante em Desktops e lucra muito com isso, e finalmente a Apple o é em Smartphones por lucrar muito com isso e por crescer desbravadoramente.
Apenas isso,só, ele nem mencionou ou tão pouco pensou em comparar completamente as empresas em história e caráter. Basicamente qualquer sentimento dele se ateve para comparar fria e logicamente.
Afinal, acho que não precisa ser explicito que as empresas no mundo real são completamente diferentes, assim como não se precisa ser dito que o esgoto é um lugar sujo para seus filhos brincarem.
Romulo, a palavra “massivo” não existe na língua portuguesa (ela costuma ser usada por jornalistas ignorantes que fazem uma tradução literal do inglês “massive”). O correto é “maciço”.
Um abraço!
Concordo plenamente com o ‘Ipso Facto’
obrigado Johnny.
Concordo, com as mesmas desvantagens e sem a vantagem dos 95% de market share.
Que ofensa!