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Não é por acaso que quase todos os executivos da Microsoft responsáveis por música, livros eletrônicos, celulares, Internet, buscas e tablets saíram da empresa, diz ex-vice presidente.

 

“À medida que admiram-se com o novo computador tablet iPad da Apple, os fanáticos por tecnologia parecem perguntar-se em que isso afeta o popular negócio de livros eletrônicos da Amazon. Mas a questão bem mais importante é por que a Microsoft, a mais famosa e próspera empresa de tecnologia dos EUA, não nos traz mais o futuro, seja na forma de tablets como o iPad, leitores de livros eletrônicos como o Kindle da Amazon, smartphones como o BlackBerry e o iPhone, ferramentas de busca como o Google, sistemas de música digital como o iPod e o iTunes ou serviços online populares como Facebook e Twitter”, diz Dick Brass no site do jornal The New York Times.

Segundo ele, os problemas da Microsoft, com sua fama de monopolista impenitente proposital cunhada ao longo dos anos, são motivo de alegria para algumas pessoas que torcem pelo desmoronamento do império da empresa. “Mas os de nós que trabalharam lá têm uma visão diferente. Na pior das hipóteses, pode-se dizer que se trata de uma empresa amplamente arrependida e seu caráter monopolista se deu em grande parte por acidente. Ela emprega milhares dos mais capazes e inteligentes engenheiros do mundo. Mais que qualquer outra empresa, ela tornou acessível o uso dos computadores. O sistema operacional Windows e a suíte de aplicações Office ainda dominam seus mercados”.

Brass cita o CEO Steve Ballmer e o fundador Bill Gates como exemplos de executivos de sucesso responsáveis pelo erguimento desse império. “Ballmer continua gerando enormes lucros para a empresa. (…) Bill Gates, seu fundador, não apenas é o filantropo mais generoso da história, como também inspirou milhares de seus funcionários a doar generosamente também. Ninguém em sã consciência iria desejar o fracasso da Microsoft. Ainda assim, ela está fracassando”.

Brass, que foi vice-presidente da empresa entre 1997 e 2004, diz que a Microsoft tornou-se numa organização trapalhona e nada competitiva. “Seus produtos são satirizados, às vezes injustamente, mas com boa razão em outras. Sua imagem nunca se recuperou depois do processo antitruste sofrido nos anos 90. Seu marketing é inepto há anos: lembra do comercial de 2008 no qual Bill Gates foi convencido a rebolar diante de uma câmera? Enquanto a Apple continua a ganhar mercado com muitos de seus produtos, a Microsoft perdeu no de navegadores, laptops de ponta e smartphones. Apesar dos bilhões de dólares em investimentos, sua linha Xbox é, na melhor das hipóteses, um concorrente à altura dos demais no negócio de consoles de jogos. Primeiro ela ignorou, depois tropeçou no mercado de tocadores musicais pessoais até que o negócio fosse dominado pela Apple. O imenso lucro da empresa — US$ 6,7 bilhões no último trimestre — vem quase inteiramente de produtos desenvolvidos décadas atrás: o Windows e o Office. Tal como a General Motors, com seus caminhões e utilitários grandes, a Microsoft não pode contar com esses veneráveis produtos para sustentá-la para sempre. E o que talvez seja o pior de tudo: a Microsoft não é mais considerada um bom lugar para se trabalhar. Tem havido um constante êxodo de suas melhores mentes”.

Para Brass, a Microsoft nada mais está que colhendo os frutos de nunca ter desenvolvido um verdadeiro sistema de inovação. “Alguns de meus ex-colegas argumentam que ela na verdade desenvolveu um sistema para frustrar a inovação. Apesar de ter um dos maiores e melhores laboratórios do mundo e poder dar-se ao luxo de não ter mais que três diretores de tecnologia, a empresa com frequência consegue frustrar os esforços de seus pensadores visionários”.

Brass cita um exemplo de como o ciúme corporativo interno pode impedir uma empresa de liderar a inovação em um mercado. “Logo depois de minha posse, um grupo de especialistas muito competentes em gráficos inventou um meio de mostrar texto na tela chamado ClearType. Funcionava usando os pontos de cor das telas de cristal líquido para tornar os caracteres bem mais legíveis. Embora o tenhamos concebido para ajudar a vender leitores de livros eletrônicos, ele deu à Microsoft uma enorme vantagem competitiva para qualquer dispositivo dotado de tela. Mas também aborreceu outros grupos dentro da Microsoft que se sentiram ameaçados por nosso sucesso. Engenheiros do grupo do Windows falsamente alegaram que aquilo fazia a tela ficar confusa quando certas cores eram usadas. O chefe dos produtos Office disse que a imagem ficava borrada e lhe dava dor de cabeça. O vice-presidente para dispositivos de bolso foi rude: ele só daria suporte ao ClearType se eu transferisse o projeto e os programadores para seu departamento. Como resultado, embora eu tenha recebido muito louvor público, promoção interna e patentes, passou-se uma década até que uma versão inteiramente funcional do ClearType finalmente chegasse ao Windows”.

Brass conta também outra história de bastidores que ilustra como a má vontade de uma única pessoa pode atrapalhar a trajetória de toda a empresa. “Quando estávamos desenvolvendo o tablet PC, em 2001, o vice-presidente responsável pelo Office à época decidiu que não gostava do conceito. O tablet requeria o uso de uma caneta apontadora [stylus], mas ele preferia teclados a canetas e, por isso, nossos esforços fracassaram. Para garantir nosso fracasso, ele se recusou a modificar as populares aplicações do Office para que funcionassem adequadamente em um tablet. Portanto, se alguém quisesse digitar um número numa planilha ou corrigir uma palavra num e-mail, tinha que escrever numa caixa especial que então transferia a informação ao Office. Irritante, desajeitado e lento. Então, mais uma vez, embora nosso tablet contasse com o entusiástico apoio do alto escalão e tivesse custado centenas de milhões de dólares para ser desenvolvido, estava passível de ser sabotado. Até hoje não se pode usar o Office diretamente num tablet PC. E, apesar da certeza de que a Apple vai lançar um tablet este ano, o grupo do tablet da Microsoft foi simplesmente eliminado”.

Como conhecedor das entranhas da Microsoft que é, Brass esclarece que nem tudo que deu errado na empresa ocorreu por causa de guerras internas. “Parte do problema deve-se à histórica preferência por desenvolver software (altamente lucrativo) sem se comprometer com hardware (altamente arriscado). Economicamente falando, isso fazia sentido quando a empresa foi fundada, em 1975, mas agora fica muito mais difícil criar produtos estritamente integrados e magnificamente projetados, como um iPhone ou um TiVo”.

“A concorrência interna é comum em grandes empresas. Ela pode ser sabiamente encorajada para forçar idéias a competir. O problema é quando a competição foge ao controle e se torna destrutiva. Na Microsoft, ela criou uma cultura corporativa disfuncional na qual os grandes grupos estabelecidos têm permissão para esmagar as equipes emergentes, depreciar seus esforços, concorrer deslealmente por recursos e, com o tempo, fazê-las desaparecer. Não é por acaso que quase todos os executivos da Microsoft responsáveis por música, livros eletrônicos, celulares, Internet, buscas e tablets saíram da empresa. Como resultado, embora a empresa tenha tido um passado brilhante e um presente próspero, a menos que reconquiste sua veia criativa poderá não ter futuro”, pondera Brass.

Leia mais no artigo completo de Brass.

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5 comentários para “Cultura corporativa disfuncional é danosa à Microsoft, diz New York Times”
  1. Ipso Facto disse:

    Tudo o que Brass contou combina com o que se ouve de gente de dentro e de fora da Microsoft sobre o atoleiro de ciúmes e sabotagens que é a empresa por dentro.

    No início do artigo, Brass pergunta-se por que a Microsoft não nos traz mais o futuro. O fato é que a Microsoft nunca trouxe futuro algum. O que ela trouxe foi um esburacado, inseguro e mal feito clone do Mac OS (quem ainda não assistiu o filme Piratas do Vale do Silício deve assistir) e uma suíte Office. A maior parte das “inovações” da Microsoft são coisas que a Apple já havia feito anos antes em seu sistema operacional. Quando a Microsoft tentou “inovar” por conta própria, apareceu com coisas como o MS Bob e uma mesa digital de 10 mil dólares apelidada de Big Ass Table (em homenagem a Ballmer, seu idealizador).

    Sim, a Microsoft domina os mercados em que atuam Windows e Office. E daí? O McDonald’s domina o mercado de hambúrgueres, nem por isso são os melhores só porque vendem mais. É isso o que muito fanboy da Microsoft não entende. Há muito poucos exemplos de produtos que dominam seus respectivos mercados sendo os melhores desses mercados. Na verdade, isso é tão raro que apenas três vêm à mente: iPod, loja iTunes e Coca-Cola. Olhe qualquer outro mercado, de carros a sistemas operacionais, e verá que o melhor produto nunca tem o maior mercado. E, se os engenheiros da Microsoft são tão brilhantes, por que o Windows é tão ruim? Por que levaram 17 anos (isso mesmo: DEZESSETE ANOS!!!) para consertar uma falha de segurança que vem se arrastando no Windows desde o tempo do DOS até o Windows 7? O Windows é uma piada, o Xbox é uma zona de 1 bilhão de dólares enfeitada por um Anel Vermelho da Morte, o Zune é uma piada ainda maior que o Windows e por aí vai…

    Parte do lucro de US$ 6,7 bilhões do último trimestre veio de um produto (o Windows) que não existiria sem o Macintosh. E o monopólio do Office não existiria sem o monopólio do Windows. Então, sem a Apple, a Microsoft nem existiria, ou seria uma empresinha de duas pessoas produzindo o Paint para Mac.

    Concordo plenamente com Brass quando afirma ser muito difícil para a Microsoft criar produtos altamente integrados e lindamente projetados como o iPhone ou o TiVo. Mais uma vez, o modelo de integração vertical da Apple se sobrepõe ao modelo horizontal da Microsoft.

    Extrato de entrevista com Steve Jobs publicada na revista BusinessWeek em 12 de outubro de 2004:

    BW: Que podemos aprender da luta da Apple pela inovação durante a década antes de seu retorno dem 1997?

    Jobs: A Apple teve o monopólio da interface gráfica por quase 10 anos. É muito tempo. E como se perde um monopólio? Pense nisto: alguns inventores muito bons inventam alguns produtos muito bons e, com eles, a empresa conquista um monopólio. Mas então os inventores deixam de ser os que conduzem a empresa, cujo controle passa a ser dos marketeiros e dos que expandem o negócio para a América Latina ou seja lá onde for. Qual é o sentido em concentrar-se em tornar o produto ainda melhor se a única empresa da qual pode roubar mercado é a sua própria? Então um tipo diferente de gente começou a se mexer. E quem geralmente termina tocando o barco? O vendedor. (…) Então, um dia, o monopólio acaba, por algum motivo. Mas aí os inventores já terão ido embora ou não se dá mais ouvidos a eles. Então a empresa entra em seu período de turbulência e talvez seja capaz de sobreviver, talvez não.

    BW: Isso é comum na indústria?

    Jobs: Veja a Microsoft. Quem é que toca a Microsoft?

    BW: Steve Ballmer.

    Jobs: Certo, o vendedor. Caso encerrado.

    Que Steve Ballmer permaneça à frente da Microsoft pelo resto de sua vida! 😉

  2. fsm1982 disse:

    Por isso o Hardware da Microsoft é excelente.

    Eles tem gente mais bem preparada para isso e não são tão comerciais.

    O Fato do Windows não ser excelente é de ser muito comercial, ele vem cheio de defeitos para ter pressa de lançar e depois você que conserte.

    • Johnny Bravo disse:

      Por isso o Hardware da Microsoft é excelente.

      Eles tem gente mais bem preparada para isso e não são tão comerciais.

      O Xbox com seu Anel Vermelho da Morte e seus defeitos de 1 bilhão de dólares que o digam…

    • Knux disse:

      nossa senhora… ri alto aqui…

      a próxima vez que for contar uma piada tão engraçada, favor colocar a tag NSFW, pra gente se preparar… meu chefe senta na minha frente, pelo amor de deus!

  3. MikeNeo disse:

    Eu já observei esse tipo de comportamento na Microsoft Brasil na década de 90, quando eu ainda trabalhava com TI. Se a têndencia deles foi piorar desde então, aquilo agora deve estar beirando o caos.

  4.  

 

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