À medida que as aplicações migram para a Internet, o velho modelo da gigante do software fica cada vez mais velho.
“Em contraste à estagnação da inovação da Microsoft, a Apple está se sobressaíndo profundamente. Ao pegar um tocador musical e transformá-lo para que mudasse o modo como todos usamos a Internet, a Apple acabou dominando o paradigma móvel”, diz Marc Benioff, presidente e CEO do salesforce.com.
Como exemplo, Benioff cita o site de rede social Facebook. Segundo ele, o Facebook representa um dos muitos protótipos da computação do futuro. “Em muitos aspectos, ele está se tornando o novo conector de tudo que seja preferência universal na Internet. E, à medida que se aproxima do meio bilhão de usuários e cresce mais rápido que nunca, é só questão de tempo até que um bilhão de pessoas use esse novo meio de comunicação. Tudo a respeito do Facebook, a aplicação, todo o ecossistema em torno dele e todos os dados e metadados do usuário estão na nuvem. É uma aplicação de Internet 100% pura. Mais importante: nenhuma linha de código foi escrita usando algum software da Microsoft”.
Para Benioff, o sucesso do Facebook e a ascenção de outras tecnologias como YouTube, iPhone, iPad e a computação em nuvem são evidências de uma mudança de paradigma na computação maior que qualquer coisa já vista. “E, embora a Microsoft seja uma casualidade, ela certamente não é a causa [dessa mudança]. Essa é a natureza fundamental de nossa indústria, na qual a cada 10 anos ou algo assim um novo paradigma computacional emerge”.
“Conforme tentamos acompanhar essas mudanças em direção a uma nova indústria da computação, somos deixados com apenas duas opções: inovar ou morrer. A Microsoft, como a DEC antes dela e a IBM antes das duas, tentou por tempo demais sustentar seu modelo Windows crendo que era permanente em uma indústria de transitoriedades. Mas as coisas não funcionam assim. A Google foi mais esperta que a Microsoft na Internet e dominou o próximo paradigma da Internet. Agora a Apple é claramente a vencedora no novo paradigma móvel”, avalia Benioff.
Leia mais no altamente recomendável artigo completo de Benioff.
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