O novo problema da Microsoft é repentino e inesperado: sistemas operacionais concorrentes saindo do smartphone e indo para o PC e similares e vice-versa. O iPhone OS da Apple no iPad é um exemplo.
“Há cerca de cinco anos, quando blogava como analista, afirmei que a relevância computacional tinha começado a migrar do desktop Windows para os serviços online oferecidos a qualquer hora, em qualquer lugar e sobre qualquer serviço. O dia da mudança chegou: 2010 marcará dramáticas mudanças do monopólio do Windows para outras coisas. A mudança é inevitável e, tal como a IBM dos anos 1980, não há nada que a Microsoft possa fazer para mudar seu destino nesta década. A era Windows acabou”, diz Joe Wilcox no Betanews.
Para ele, o que há de mais interessante nesse história é a invasão do território do Windows pela concorrência. “A crescente relevância dos serviços em nuvem para dispositivos móveis revela similaridades com a migração dos mainframes para PCs. O novo problema da Microsoft é repentino e inesperado: sistemas operacionais concorrentes saindo do smartphone e indo para o PC e similares e vice-versa. O iPhone OS da Apple no iPad é um exemplo”.
“O Windows é uma máquina de fazer dinheiro. Mas o monopólio do mainframe IBM antes da era PC também era. O PC DOS/Windows não destruiu a IBM ou seu monopólio do mainframe, mas simplesmente diminuiu sua relevância. O Windows segue pelo mesmo caminho. As aplicações dispositivo-a-nuvem simplesmente vão tirar do Windows a sua importância. É inevitável”, pondera Wilcox.
Ele lembra que, antes do PC, os computadores eram grandes e caros e só podiam ser comprados por grandes empresas, mas o PC estendeu a utilidade dessas máquinas a muito mais gente, em muito mais lugares e a um custo muito mais baixo. Com medo de perder clientes, a IBM lançou seu computador pessoal (PC) em 1981, mas seu monopólio no mainframe tornou a empresa lerda na adaptação à nova era.
“Quase três décadas mais tarde, a situação da Microsoft é muito similar à da IBM com seu monopólio do mainframe. O principal negócio da Microsoft é vender software aos mesmos velhos clientes corporativos, tal como a IBM de 30 anos atrás. Muitas das estratégias corporativas da Microsoft seguem o mesmo padrão: fazer concessões e evitar riscos para conservar esses clientes”, observa Wilcox.
Por isso, pode não parecer óbvio para muita gente que a galinha dos ovos de ouro da Microsoft pode ficar estéril, destaca ele. “Isso porque a mudança pode ser dramática e repentina, embora sua evolução e causas tendam a ser lentas. O Muro de Berlin caiu repentinamente em 1989, mas não antes da Perestroika e de um aquecimento da Guerra Fria. Similarmente, o domínio do Windows vai enfraquecer repentinamente e, prevejo, durante a primeira metade desta década. Será a alvorada de uma nova era”.
“O CEO da Microsoft, Steve Ballmer, deveria ter me ouvido. Em dezembro, dei-lhe 10 razões pelas quais a Microsoft deveria comprar a Palm. Se o tivesse feito, o futuro da estratégia da Microsoft para o mercado de celulares seria mais forte e o Windows não teria sido enfraquecido pelo fato de um de seus maiores parceiros estar se adaptando a um sistema operacional alternativo. A HP já anunciou um tablet baseado no WebOS. O próximo passo lógico da HP é lançar um laptop rodando o WebOS. Perder a HP é ruim, mas pode haver mais encrenca chegando. A Sony é mais uma traidora no pedaço”, destaca Wilcox.
Leia mais no artigo completo de Wilcox.
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