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Suas gerências preferiram promover pequenas mudanças periféricas e continuar mamando em seus fluxos de caixa. E, quando o trem da mudança passou, foram atropelados por ele.

 

“A Apple produz coisas que mudam o jogo e a concorrência que não sabe o que fazer se comporta como os dinossauros. Ontem tivemos mais uma das frequentes confissões da Nokia de que o mundo mudou e ela não. Mas não mudou só para a Nokia. Ao contrário, cada fabricante de celulares tenta manter-se relevante num bravo mundo novo. Fazer ligações um dia foi a razão da existência desse tipo de aparelho. Hoje, é só mais um recurso de um computador de mão”, diz Bob Faulkner no Minyanville.

Nessa luta por relevância, empresas como Motorola, Sony Ericsson, Samsung e LG optaram por algum tipo de estratégia baseada no sistema operacional Android, da Google Inc., observa Faulkner, enquanto outras, como a RIM, voltaram à prancheta de desenho na esperança de desenvolver um produto que gere mais vendas que bocejos.

“Com o iPhone abrindo as portas das redes corporativas, a RIM está confusa. Pelo bem da discussão, digamos que a RIM apareça com uma fabulosa família nova de produtos: muito provavelmente ela ainda se manteria em terceiro lugar na lembrança do consumidor e do desenvolvedor de software. Em julho de 2007, escrevi que nunca havia visto um produto gerar tanto interesse e entusiasmo quanto o iPhone original gerou — e olha que já vi um bocado de lançamentos de produtos ao longo de décadas. Minha intuição me dizia na época que o iPhone seria um produto que mudaria as regras do jogo. Agora, três anos depois, a ‘concorrência’ ainda luta para descobrir como derrotá-lo”, avalia Faulkner.

“Há um velho ditado na indústria da tecnologia que diz que, se você não comer seus próprios filhos, alguém o fará. Neste caso, alguém já o fez por causa da incapacidade dos entrincheirados concorrentes de assumir riscos e inovar. Suas gerências preferiram promover pequenas mudanças periféricas e continuar mamando em seus fluxos de caixa. E, quando o trem da mudança passou, foram atropelados por ele”, analisa Faulkner.

Ele aponta o fato de que se trata de um ciclo que se repete de tempos em tempos. “Já houve um imenso mercado para empresas como DEC, Data General, Apollo, Prime e Wang. Elas eram donas das ações que mais cresciam em suas épocas, mas elas desapareceram muito rapidamente, tal como os dinossauros. Nokia, RIM, Motorola e outras são as empresas de minicomputadores da era atual. Elas só não sabem disso ainda — nem seus investidores”.

Leia mais no altamente recomendável artigo completo de Faulkner.

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Um comentário para “Três anos depois, concorrência do iPhone ainda não sabe como derrotá-lo”
  1. Ipso Facto disse:

    Ah, como é bom quando a verdade se sobrepõe ao FUD! ;-)

    “Uma coisa é certa: se os rumores sobre o iPhone se provarem verdadeiros, isso vai elevar ainda mais o calor no que já é um mercado quente e empresas como Nokia, Palm, Motorola e RIM podem realmente começar a suar” (Mathew Ingram, The Globe and Mail, 7 de dezembro de 2006)

  2.  
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