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Crítico da Apple por anos, famoso colunista de tecnologia reconhece que plataforma Macintosh é mais segura, elegante, fácil de usar e tem sistema operacional “mais robusto que o Microsoft Windows”.

 

“Há não muito tempo, quando comecei a trabalhar em alguns projetos para uma empresa, pediram-me para saber se eu preferia um PC ou um Mac — laptop ou desktop — para usar no escritório. Uma vez que o local era essencialmente povoado por Macs, requisitei um iMac (com um segundo monitor para que eu não parecesse um completo bronco). Oh, que horror! Dvorak está usando um Mac”, conta ele no início de seu artigo publicado no site da revista PC Magazine.

“Ei, achei que, já que sou conhecido por criticar o Mac o tempo todo, talvez eu possa também falar tendo alguma experiência com ele, certo? [Estou usando o Mac] já há alguns meses, então achei que deveria falar do que estou achando da plataforma do ponto de vista específico de um usuário de PC”, diz.

Ele prossegue dizendo: “Primeiramente, a máquina não é ruim. É muito silenciosa e seu desempenho é tão bom quanto o do PC em aplicações gerais de escritório. Genericamente falando, a interface é melhor que a do PC e tem-se a impressão de que o computador não vai começar a se comportar de modo esquisito por causa de algum vírus, spyware ou algum interminável processo de carregamento do Firefox em segundo plano que mata todos os ciclos do computador”.

“Fora isso, não consigo ver muita diferença entre um Mac e um PC”, opina.

Para ele, o Mac “roda as mesmas velhas aplicações (mais ou menos) e faz o trabalho, embora de forma mais elegante. O processo de fazer algumas coisas, como queimar CDs, parece-me convoluto. Não sou fã de alguns dos conceitos de navegação. E tenho um pendrive USB que o Mac se recusa a reconhecer por algum motivo. Mas essas coisas não são realmente um grande problema”.

“Acho que o sistema operacional é mais robusto que o Microsoft Windows, mas não sei dizer porquê exatamente. Suspeito que seu moderno núcleo Unix tem a ver com isso. Não tenho planos de mudar para a plataforma Mac para meu uso pessoal. Isto posto, notei que tenho recomendado a máquina para amigos e vizinhos quando querem saber que tipo de sistema devem comprar”, conta ele.

Dvorak acha que finalmente começou a perceber porquê o Mac está ganhando cada vez mais terreno no mercado, pois, para ele, o racional de usar um Mac é simples. “Você quer enfrentar a agonia dos antivirus, firewalls, antispywares e outros suscetíveis subsistemas, muitos dos quais não funcionam direito? Ou quer abrir o Microsoft Word, escrever um documento e conseguir terminá-lo?”

Como alguém que vive de fazer recomendações às pessoas, Dvorak reconhece que precisa perguntar a si mesmo: “Devo recomendar algo que vai me dar aborrecimentos ou recomendar um Mac com seu preço maior mas com menos problemas? A resposta é simples. Detesto a idéia de ter que prestar serviço a quem não consegue manter seus sistemas em ordem e isso representa a maioria das pessoas.”

“Do modo como vejo a coisa, as diferenças entre o Mac e o PC que realmente importam são poucas. A grande exceção é o fator facilidade de uso. E, no fim, isso provavelmente é com o que a maioria dos usuários se importa. Sim, este é um dia triste para os críticos do Mac”, encerra Dvorak.

Mais detalhes no artigo completo de Dvorak.

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10 comentários para “Surpresa: John Dvorak usa e recomenda o Macintosh”
  1. Murilo disse:

    É engraçado ver como “ainda” tem gente que dá importância ao que estes críticos (leia-se: consultores de compra) falam a respeito de qualquer produto de sua área. Seja de computadores a cafeteiras elétricas.

    Pra mim, o que Dvorak e uma parede falam, é a mesma coisa. Eu não dou ouvidos a uma parede, pois ela nunca me fala nada de relevante.
    Dvorak (assim como milhares de outros consultores de compras) não tem qualquer significado ou importância pra mim, seja falando bem, seja falando mal, seja falando a verdade.

    Sinceramente… eu daria mais ouvidos a faxineira do meu prédio (que teoricamente não tem muitos conhecimentos de TI) do que ao jurássico Dvorak. E olha gente…. eu estou falando isto do fundo do meu coração.

    O que realmente me interessa é o feedback dos usuários finais, de preferência daqueles que tem bom senso (coisa rara hoje em dia, mas… garimpando, agente sempre encontra).

    Sei lah… queria estar aqui perdendo meu tempo para comentar sobre algo mais útil, mas… fica ae meu ponto de vista (que *talvez* seja parecido com alguns outros freqüentadores daqui).

    O bacana é vc pesquisar… e não ficar apenas escutando o que os outros falam. Ter uma atitude mais pró-ativa e não passiva.
    (As pessoas falam mais que enxergam, eheheheheh!)

  2. Não importa se Dvorak teve a intenção de elogiar ou criticar o Mac em seu artigo, o fato é que encerrá-lo com o comentário “este é um dia triste para os críticos do Mac” só denuncia sua conhecida e inflada percepção de si mesmo. “Inflado” é um adjetivo bastante apropriado para descrever Dvorak. E nem é preciso conhecer sua confissão pública de que escreve artigos críticos ao Mac só para elevar sua audiência, muito antes disso já se sabia que sua credibilidade havia escoado esgoto abaixo. Decidimos publicar mais este artigo de Dvorak porque certamente será reproduzido também na edição brasileira da PC Magazine e talvez até na Info Exame, então achamos que seria bom oferecer nossa opinião antes disso.

    Dando início ao mais que merecido processo de tirar o escalpo de Dvorak, logo no primeiro parágrafo de seu artigo ele confessa, ainda que indiretamente, que por anos falou mal do Mac sem nunca ter posto a mão em um — tal como, aliás, fazem dois ou três usuários de PC que vêm ao AppleMania deixar “comentários” sobre algo de que nunca sequer passaram perto para sentirem-se na posição de poder opinar sem parecerem tolos falando do que não sabem.

    Continuamos destacando a opinião de Dvorak de que o Mac “não é ruim”. Simplório, não? Felizmente, diversos colegas dele são menos simplistas (especificamente a respeito do mesmo iMac que Dvorak achou que “não é ruim”), a saber:

    – Walter Mossberg, do The Wall Street Journal: iMac é o melhor desktop doméstico do mercado;
    – Peter Lewis, da revista Fortune: Apple melhora os que já eram os dois melhores computadores do planeta: iMac e MacBook Pro;
    – Cliff Joseph, do Computeract!ve: iMac 24″ Intel Core 2 Duo ganha 5 de 5 estrelas;
    – Crave, do CNET News: Imponente iMac 24″ é uma tentação;
    – Mike Wendland, do The Detroit Free Press: iMac é o mais fino, confiável, estável, elegante e intuitivo computador pessoal disponível (página original de 14/02/2006 já retirada do site);
    – Chris Cobbs, do The Orlando Sentinel: iMac de 24 polegadas é versátil, inigualável, faz o trabalho multimídia velozmente (página original de 15/10/2006 já retirada do site);
    – Tom Yager, do InfoWorld: Apple aperfeiçoa o computador dekstop pessoal com o novo iMac Core Duo;

    Há muito mais de onde vieram esses.

    Em fevereiro de 1984 Dvorak escreveu o seguinte comentário sobre um dispositivo sem o qual nenhum de nós vive: o mouse. “O Macintosh utiliza um dispositivo apontador experimental chamado ‘mouse’. Não há nenhuma evidência de que as pessoas queiram usar essas coisas”. Graças à mesma abjeta miopia, agora ele diz: “não consigo ver muita diferença entre um Mac e um PC”. Não é para rir?

    Divertido mesmo foi ver que ele acha “convoluto” o processo de queimar um CD no Mac. Isso porque o Windows obriga o usuário a acomodar-se a maus hábitos que levam tempo para quebrar, mesmo quando se está em um ambiente onde nada pode ser mais simples que gravar um CD: (1) arrastar os arquivos para o CD e (2) clicar em “Queimar”. Dvorak está tão umbilicalmente ligado aos maus hábitos do Windows que “alguns meses” podem parecer como uma fração de segundo. Talvez não haja no Universo tempo suficiente para ele.

    Por fim, Dvorak diz não ter planos de mudar para o Mac para uso pessoal. Claro, essa seria a escolha lógica. Como ser lógico não é uma de suas qualidades, prefere permanecer refém de uma plataforma inferior — lembre-se que ele mesmo reconheceu o Mac como mais elegante, seguro, estável e fácil de usar! Testemunhar a Síndrome de Estocolmo em ação é realmente assistir a uma cena dantesca.

  3. Jorge Alberto disse:

    Realmente, dar atenção a comentários de “consultores” ou “críticos” como Dvorak é ou uma falta de gosto em arrumar um passatempo, ou uma nova forma de sado-masoquismo…

    Concordo com nosso amigo Murilo, no sentido de que não dou atenção ao que ele fala, a não ser para rir…

    Além disso, nada do que me digam muda a minha experiência com o Mac, já há longos anos…

    E, repito, não compreendo o que não usuários de Mac, ficam falando em nosso site… será que eles possuem um problema psicológico e falam da nossa plataforma como um meio de se sentirem importantes?!? Sei lá… só sei que não dou muita atenção a isso, também e, de vez em quando, ainda encho o saco deles… rs!

    Mas, uma coisa me deixou preocupado: Murilo, quando você disse “Eu não dou ouvidos a uma parede, pois ela nunca me fala nada de relevante”, você queria dizer que não conversa com as paredes ou que elas só falam “abobrinhas” para você quando conversa com elas?!? kkk! :)

    Abração a todos!!!!!!!!!

  4. Não importa se é Dvorak quem fala. O que está havendo é que cada vez importa menos qual é o sistema operacional. 90% do tempo hoje em dia o que está nas telas das pessoas é o browser. O que importa é rodar as coisas da rede com o mínimo de problemas possível. Dvorak vem das antigas e de fato fazia sentido antigamente se dizer que vale mais a pena o PC do que o MAcintosh, pois o que importava eram as aplicações que rodavam nessas máquinas. Não pensem os macmaníacos que o Mac também vai “ultrapassar o PC” ou algo assim. Pode até ser que dispositivos como iPhone sejam o topo por um tempo, e depois não mais, ou talvez sim, pois não importa. O que importa é que o iPhone ou qualquer outro dispositivo roda bem a Web. E que venha a Web 2.0 com aplicações cada vez melhores online, para não dependermos mais dos mandos e desmandos de empresa X ou Y, já que na Web 2.0 todo mundo tem todos os softwares do mundo pré-instalados.

  5. Murilo disse:

    Olá Jorge…

    pois é… acho que não ficou bem colocado.

    o que quis dizer é: uma parede que não fala nada e um dvorak que fala qualquer coisa pra mim é igual e tem a mesma importancia (isto é, nenhuma).

  6. Jorge Alberto disse:

    Olá, Marco!

    Concordo com sua opinião, porém não deveríamos considerar, também, o browser, o ambiente onde o mesmo roda, a segurança do Os onde este roda (por causa das pragas virtuais), e outras coisas sobre as quais o Mac tem boa performance sobre os PC’s?

    Concordo e valorizo a iniciativa da Web 2.0, assim como aquelas voltadas aos programas de código aberto como o projeto OpenOffice e outros, de modo a não ficarmos presos a empresas X ou Y…

    Porém…

    O hardware onde tudo isso roda, ao meu ver, é parte fundamental de todo desenvolvimento digital, seja em software instalado, ou rodado em ambiente web… você não acha?

    Ah… e Murilo… que bom que você se explicou, rapaz… estava preocupado contigo, rs! Você deu a entender que conversava com as paredes… rsrsrs! :)

    Desculpe pela brincadeira, ok? :)

    Abração a todos!!!

  7. [...] entre nós, estou me sentindo quase como um John C. Dvorak pobre. Ainda prefiro e recomendo o Windows, mas confesso que passei a ver o Linux com outros olhos depois [...]

  8. [...] Pra ser sincero com vocês, estou me sentido um John C. Dvorak pobre. A quem não entendeu a referência, eu explico: Dvorak é um conceituado analista de mercado, escreve colunas muito boas (são ou eram publicadas na INFO, por aqui), e durante toda sua vida utilizou Windows. Um dia, recém-chegado num escritório, lhe perguntaram se queria um Mac ou PC. Ele escolheu um Mac, e vejam só, se surpreendeu com a qualidade do sistema. Mais detalhes dessa historinha ilustrativa aqui [...]

  9. André Stutz Soares disse:

    Só tenho a comentar que, sendo usuário de PC e Windows, por questões como preço do hardware e compatibilidade com jogos, entre PC+Windows e Mac+Mac OS, este só tem de receber parabéns.

    É um sistema estável, intuitivo, bom de utilizar, claramente feito por designers que se preocuparam com a usabilidade.

    Na minha opinião sobre sistemas de uso doméstico, na estabilidade só perde para o Linux (que é constantemente melhorado pela comunidade).

    John Dvorak claramente teve uma surpresa, que para muitos de nós não é de fato uma surpresa. Como diriam os estadunidenses: “Mac rules”.

  10. E o Windows continua cominando… Por simples motivos. Primeiro, porque o Office leva o Windows nas costas, e se tem um programa que a Microsoft faz melhor que todos, é o Office. Não tem comparação. Digamos que tem, mas seria injusto. O sistema Windows é afinado com o Office. Pode-se, claro, usar o Office no Mac, mas, quem compraria um Mac se pode-se ter um Windows pirateado com a maior facilidade do mundo… Se Stive Jobs fosse um pouco mais esperto – não só um cara rodeado de grandes mentes -, entenderia que será apenas quando todos nós pudermos piratear com tarnquilidade um Mac – que já tenha um Offic instalado, ou alguma dica de como piratear um Office Mac -, que o Mac OS vai desbancar o Windows… Sabem porque? Por que se hoje todos os windows piretadops travassem, o Linux é que seria instalado. Não o Mac. As pessoas não estão nem ai para se o Mac é instável, bonito, legal, fácil… Elas querem não pagar nada, afinal, a parte física do PC já é muito cara. Não dá coragem de pagar ainda mais por algo que vc tem de graça. Além disse, quem quer um Mac e tem dinheiro, comprar um. Tudo é uma questão de direcionamento. Se eu sou designer, vou usar um Mac. Porque? Porque a Adobe dá suporte. Se a Adobe não der suporte, lamento, mas a cava iria pro brégio… Não é o Windows que importa. Não é o Mac. Nem o Linux. São os programas de produtividade. São os photoshop e CAD da vida… Se tivesse photoshop para Linux… Creio que o Mac passaria por uma crise no dia seguinte. É isso. Abraços!

  11.  
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